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Círculos de Construção de Paz transformam ambiente de trabalho no Fórum de Cuiabá

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Os servidores do Fórum de Cuiabá estão vivenciando os ‘Círculo de Construção de Paz’. A ação humanizada da Justiça Restaurativa que utiliza como base o diálogo e escuta ativa para resolver e prevenir conflitos do cotidiano social, foi realizada nesta quinta-feira (1 de fevereiro), com a equipe de trabalho da Central de Arrecadação e Arquivamento (CAA). 
 
A iniciativa de realização dos ‘Círculos de Construção de Paz’ integra o plano de gestão da diretoria da unidade judiciária, que está sendo promovendo a metodologia, desde de 2023. E para oportunizar a participação de todos os servidores, uma equipe está conduzindo o processo dinâmico que foi dividido em duas etapas.
 
“A juíza diretora do Fórum, Edleuza Zorgetti, teve a iniciativa de trazer essa poderosa ferramenta da Justiça Restaurativa para ser realizada com a nossa equipe. Iniciamos os Círculos de Construção de Paz com os servidores da área administrativa, assim que concluir vamos realizar também com o setor judiciário. O resultado é satisfatório, a mudança na pessoa que participa é muito significativa, todo mundo gosta. Esse esforço da diretoria resulta em um ambiente de trabalho saudável e acolhedor, essa iniciativa tem sido bem recepcionada por todos”, declarou Ana Maria Locatelli, servidora e organizadora da ação. 
 
A estagiária do CAA, Maria Clara Avancini, teve a oportunidade de vivenciar pela segunda vez a dinâmica do ‘Círculo de Construção de Paz’, experiência que tem proporcionado conhecimento e boas relações interpessoais no ambiente profissional e na vida pessoal.
 
“É notório para todos nós que essa ferramenta proporciona resultados no espaço profissional e pessoal, eu tenho levado esses aprendizados para dentro da minha casa, tenho aprendido muito no Círculos de Paz, pois isso melhora até a convivência com os nossos colegas. Eu tenho feito uma análise sobre a minha vida, sobre as minhas ações… Aqui é um momento de comunhão, tudo que acontece é muito importante para cada um de nós. Recomendo que todos participem desta incrível experiência que pode transformar a sua vida”, declarou Maria Clara. 
 
Ao longo de 2024, várias rodas de ‘Círculos de Construção de Paz’ serão realizadas. Conforme o cronograma de planejamento da diretoria do Fórum, a missão da gestão é promover círculos de diálogos nos mais de 50 setores, com grupos de 8 a 10 servidores, até atingir a meta de cerca de 2 mil pessoas que trabalham na Comarca de Cuiabá. 
 
O Círculo de Construção de Paz é processo dinâmico que permite a identificação e a compreensão das causas e necessidades subjacentes à convivência humana e a busca da sua transformação em atmosfera de segurança e respeito. O método, estruturado com base nos princípios e valores das práticas restaurativas e da cultura da paz, está sendo realizado com todos os públicos da sociedade. 
 
O Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), contabiliza 1.950 Círculos de Paz realizados, com a participação de 23 mil pessoas. Além disso, foram firmados 19 termos de cooperação técnica para realização da metodologia da justiça que conta com uma equipe de 900 facilitadores ativos para conduzir a realização do ‘Círculos de Construção de Paz’.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: A imagem mostra o grupo de servidores do Fórum de Cuiabá que participaram da dinâmica. São 14 pessoas, sendo três homens e onze mulheres. Estão ao lado de uma réplica de árvores, no centro os objetos que compõem os elementos do Círculo de Construção de Paz.
 
Carlos Celestino/ Fotos: Eduardo Guimarães
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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