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Vendas de etanol hidratado cresceram 92,91% em janeiro

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O setor de biocombustíveis do Brasil iniciou 2024 com um aumento de 92,91% nas vendas deste combustível, em comparação com o mesmo período do ano anterior, destacando-se como um marco no setor energético nacional.

Este crescimento é impulsionado pela robusta produção de cana-de-açúcar na região Centro-Sul do país, uma área crucial para o agronegócio brasileiro.

Durante a primeira quinzena de janeiro, a moagem de cana na região atingiu um impressionante total de 1,11 milhão de toneladas, superando em muito os 439,83 mil toneladas processadas no mesmo período da safra passada. No acumulado da safra 2023/2024, a produção alcançou 645,38 milhões de toneladas, um aumento significativo de 18,89% em relação à safra anterior.

Além do aumento na moagem, o rendimento agrícola da cana-de-açúcar também mostrou um salto positivo, chegando a 87,6 toneladas por hectare, o que representa um aumento de 16% em comparação com o ciclo anterior. Este avanço reflete não apenas uma melhoria nas técnicas de cultivo, mas também um clima favorável ao longo do ano.

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A produção de açúcar e etanol, dois produtos derivados da cana-de-açúcar, também registrou números impressionantes. Na primeira metade de janeiro, a produção de açúcar somou 48,26 mil toneladas, contribuindo para um total de 42,1 milhões de toneladas desde abril de 2023, marcando um crescimento de 25,49%. No caso do etanol, foram produzidos 338,22 milhões de litros na primeira quinzena de janeiro, com o etanol hidratado alcançando 214,23 milhões de litros, um notável aumento de 121,62% em relação ao ano anterior.

No mercado doméstico, as vendas de etanol hidratado lideraram o crescimento, com 796,17 milhões de litros vendidos, um aumento de 83,46%. Apesar de uma desaceleração nas vendas em relação à última metade de dezembro, o etanol hidratado mantém sua competitividade, com a relação de preços em relação à gasolina mantendo-se em uma paridade favorável de 61,3%, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Além dos benefícios diretos ao setor agrícola e energético, o sucesso do etanol hidratado no Brasil também tem reflexos positivos no mercado de créditos de descarbonização (CBios), vinculados ao programa RenovaBio. Até o momento, foram emitidos 2,66 milhões de CBios, evidenciando o compromisso do setor com a sustentabilidade e o desenvolvimento de energias renováveis.

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Com estes resultados promissores já nos primeiros dias do ano, a indústria de etanol do Brasil não apenas reforça seu papel chave na matriz energética nacional, mas também se posiciona como um player importante no cenário global de energia renovável, contribuindo significativamente para o desenvolvimento sustentável e a redução de emissões de carbono.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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