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Autor de tentativa de homicídio em Confresa é preso pela Polícia Civil

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O autor de uma tentativa de homicídio ocorrido no município de Confresa, foi preso pela Polícia Civil, na tarde de sexta-feira (26.01), em ação para cumprimento de mandados judiciais.

O suspeito de 19 anos teve a prisão temporária e a ordem de busca e apreensão domiciliar, decretadas pela Justiça, após investigação da Delegacia de Confresa, para esclarecer o crime contra um jovem de 21 anos, no último sábado (20.01), em frente à Escola Municipal Central.

Logo que acionados para atender a ocorrência, os policiais civis passaram a diligenciar de forma ininterrupta e identificaram o responsável pela tentativa de homicídio.

Diante dos indícios e evidências de autoria, a Polícia Civil representou pelo pedido de prisão temporária do investigado e pela busca e apreensão domiciliar, deferidos pelo Poder Judiciário.

Com as ordens judiciais, a equipe passou a monitorar os endereços do mesmo, quando no final da tarde de sexta-feira (26), foi avistado o momento em que ele se deslocava da chácara de seus familiares na zona rural.

Ao ser abordado e colaborando com o trabalho policial, o rapaz contou que tentou contra a vida da vítima, pois ela teria envolvimento em um golpe que ele sofreu ao comprar uma motocicleta via intermediador no mês de julho de 2023.

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Ato contínuo os policiais civis localizaram a motocicleta e as vestes usadas no crime, que foram incendiadas pelo suspeito. Ele também relatou que jogou dentro do rio a arma de fogo usada na ocasião.

Com base nas informações e para encontrar a suposta arma, foi acionada a equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar, a qual procedeu com as buscas na água, porém sem êxito na apreensão do objeto.

Em continuidade, na manhã deste sábado (27), foi dado cumprimento às buscas domiciliares, e apreendida na casa do suspeito a moto Honda CB 300, da cor vermelha, utilizada por ele durante o planejamento e levantamento momentos antes do crime.

O preso foi interrogado pelo delegado Mauro Apoitia, e após as providências em cumprimento a prisão temporária, foi encaminhado para a Cadeia Pública de Porto Alegre do Norte, onde ficará à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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