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Foragido por homicídio em Guarantã do Norte é preso pela Polícia Civil em Alta Floresta

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A Polícia Civil, em ação realizada pela Delegacia de Polícia de Alta Floresta, cumpriu o mandado de prisão preventiva contra um dos envolvidos em um grave crime de homicídio e ocultação de cadáver, ocorrido em Guarantã do Norte. O foragido da Justiça foi abordado durante a Operação Lei Seca, realizada na madrugada deste domingo (21.01).

O suspeito, inicialmente detido por embriaguez ao volante, apresentou uma certidão de nascimento falsa e também foi autuado em flagrante por uso de documento falso.

Durante o procedimento na delegacia, descobriu-se que o conduzido estava com mandado de prisão em aberto relacionado ao crime hediondo ocorrido em julho de 2023 em Guarantã do Norte, ocasião em que dois amigos foram vítimas de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Após contato com a polícia de Guarantã, confirmou-se a identidade do suspeito, que admitiu ter apresentado a certidão falsa.

As vítimas foram mortas com golpes de picareta, forçadas a ingerir soda cáustica e entorpecentes em grande quantidade, além de sofrerem agressões. A investigação apontou que o crime foi motivado pelo envolvimento das vítimas na comercialização de drogas sintéticas no município, sem autorização da organização criminosa local.

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O mandado de prisão em aberto foi cumprido pela Delegacia de Alta Floresta, que também representou por um novo mandado de prisão, considerando que a apresentação de documento público falso para evitar a persecução penal e a continuação da prática de crimes.

O suspeito passou por identificação criminal na Perícia Oficial e Identificação Técnica e foi encaminhado para a Cadeia Pública. O delegado André Victor de Oliveira Leite reforça a importância das operações integradas da Lei Seca para a manutenção da ordem pública e para a efetiva aplicação da justiça.

“Essas operações, além de combaterem infrações de trânsito como a embriaguez ao volante, também contribuem significativamente para a identificação e captura de foragidos, fortalecendo o combate ao crime e aumentando a segurança da comunidade”, disse o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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