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Justiça Restaurativa de Rondonópolis inicia atividades do ano com círculo de paz entre facilitadores

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O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis deu início aos trabalhos do ano de 2024 com um círculo de paz realizado entre os facilitadores dos círculos de construção de paz certificados na comarca. O encontro foi realizado nessa quarta-feira (17 de janeiro).
 
A ideia do Cejusc local foi a de proporcionar um momento de troca de experiências, de acolhimento e de orientação aos facilitadores, que atuam majoritariamente na rede estadual de educação do município, antes mesmo do início das aulas.
 
Realizado nas dependências do Tribunal do Júri, o círculo de construção de paz contou com a participação de 23 facilitadores formados na comarca no ano de 2023 e abordou um tema leve e agradável para celebrar o início do ano letivo de 2024, proporcionando um momento de descontração e reflexão a todos.
 
“É um momento muito oportuno da Justiça Restaurativa em Rondonópolis, que criamos já no início do ano para termos maior proximidade com os facilitadores, que tanto colaboram com a disseminação da cultura da paz na comunidade. Conhecer as dificuldades deles e os acolher é muito importante para conseguirmos auxiliá-los no êxito da aplicação da ferramenta nas escolas, antes mesmo do início das aulas, servindo também de estímulo a cada um. Aproveitamos ainda o momento para os orientar e exortar a continuarem com esse trabalho voluntário tão lindo e fundamental para a comunidade escolar e para a pacificação social”, frisou o juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Cejusc.
 
O magistrado lembra dos avanços conquistados nos últimos anos, no qual a rede estadual já conta com cerca de 100 facilitadores habilitados pelo Poder Judiciário a realizarem os círculos de construção de paz nas escolas. Em 2024, o foco será a implantação na rede municipal de ensino, com um novo curso de formação de facilitadores, para beneficiar os mais de 41 mil alunos da rede pública local.
 
Para a facilitadora Sandra Rodrigues Chaves, professora e assistente social, cada círculo representa uma nova oportunidade de aprendizado: “meu primeiro contato com o círculo de construção de paz foi no início de 2023, e desde então foram oito participações, entre fazer parte e como facilitadora. Nenhum é igual ao outro, e agora participando do primeiro de 2024, comprovo mais uma vez que cada um é especial, as experiências vividas são indescritíveis, o ato de ouvir traz sabedoria para vida”.
 
Além desta ação, o Cejusc também se prepara para que os círculos sejam realizados nas escolas municipais ainda no ano de 2024, mediante novo curso de formação para educadores, buscando atingir todos níveis de ensino e promover ainda mais a pacificação de conflitos nesse meio.
 
No estado de Mato Grosso, os círculos de construção de paz desenvolvidos com a participação do Poder Judiciário já são aplicados em comunidades, nas escolas, nas instituições públicas e privadas, no sistema penitenciário e socioeducativo, além de outros muitos locais, e podem ser solicitados diretamente nos Cejuscs ou pelo portal do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NUGJUR) no site portalnugjur.tjmt.jus.br.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: foto horizontal colorida dos facilitadores participando do círculo de paz. Todos estão em uma roda segurando sacolas de papel com um embrulho dentro. Ao centro, no chão, várias palavras escritas em papéis coloridos e ilustrações. Segunda imagem: foto horizontal colorida do grupo participante do círculo de paz. Várias pessoas estão sentadas em cadeiras brancas em círculo, uma mulher fala e todos olham para ela. Ao centro, estão as fitas de papel colorido com as palavras usadas na dinâmica.
 
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT (Com informações do Cejusc de Rondonópolis)
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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