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Estimativas de quebra não mexeram nos preços da Bolsa de Chicago

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Além do IBGE, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também revisou para baixo sua estimativa de produção de soja no Brasil, fixando em 155,3 milhões de toneladas, cerca de 5 milhões a menos em comparação com a estimativa de dezembro. No ciclo anterior (2022/23), o país colheu 154,6 milhões de toneladas.

Mas, contrariando projeções, ad previsões de quebra na safra no Brasil não tiveram o impacto que se previa nos preços da soja na bolsa de Chicago, nesta quarta-feira (10.01). Os valores encerraram o dia em queda, com o contrato para março do próximo ano apresentando uma redução de 0,96%, atingindo US$ 12,3650 o bushel.

O verdadeiro impulsionador do mercado será o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), aguardado para amanhã, sexta-feira (12.01). Os analistas estão ansiosos pela estimativa de produção no Brasil, esperando cerca de 156 milhões de toneladas.

No último relatório divulgado em dezembro, o USDA havia projetado uma colheita brasileira de 161 milhões de toneladas.

Diante desses números e dos ajustes da Conab e do IBGE, o mercado permanece atento às próximas informações que serão divulgadas pelo USDA, influenciando diretamente nas cotações da soja.

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Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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