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Secretaria de Saúde de MT alerta para importância de diagnóstico precoce e tratamento contra hanseníase

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) alerta a população para a importância do tratamento contra a hanseníase. A doença é crônica e transmissível, mas tem cura e pode ser tratada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), nas Unidades Básicas de Saúde ou unidades especializadas da SES, que atendem os casos com resistência medicamentosa e/ou com incapacidades físicas.

Mato Grosso detém as maiores taxas de detecção de hanseníase do país e, por esse motivo, é reconhecido como hiperendêmico. Conforme o secretário de Estado de Saúde em exercício, Juliano Melo, o Estado está empenhado em uma política ativa de detecção de novos casos.

“Diagnosticando muito e, por isso, nós realmente teremos muitos casos, mas trabalhamos para o tratamento imediato desses novos casos, de forma a evitar a transmissibilidade e também o agravamento”, disse o gestor.

Em Mato Grosso, foram diagnosticados 2.507 casos de hanseníase em 2020; 2.106 em 2021; 2.375 em 2022 e dados parciais de 2023 apontam para 4.212 casos. A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, aproveitou a campanha nacional do Janeiro Roxo – que visa o combate à hanseníase – para alertar as pessoas sobre os sinais e sintomas da doença.

“É importante procurar um atendimento médico se forem identificadas manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica ao calor e frio, ao tato e à dor, que podem estar principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas”, explicou.

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Também são sintomas da hanseníase áreas com diminuição dos pelos e do suor; dor e sensação de choque, formigamento, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas; inchaço de mãos e pés; diminuição da sensibilidade e/ou da força muscular da face, mãos e pés, devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos; úlceras de pernas e pés; caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos; febre, edemas e dor nas articulações; entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz e nos olhos.

“Se a pessoa identificou algum desses sintomas, é importante não ficar com medo ou vergonha de procurar uma unidade de saúde. O diagnóstico tardio pode causar lesões neurais, acarretando um alto poder de incapacidade física. Já o diagnóstico ágil acelera a cura da doença”, lembrou Alessandra.

Inicialmente, as Unidades Básicas de Saúde são responsáveis pelo diagnóstico e tratamento da hanseníase. Os pacientes com resistência medicamentosa e/ou com um quadro mais agudo da doença são encaminhados para o Centro Estadual de Referência de Média e Alta Complexidades de Mato Grosso (Cermac), que é gerido pela SES. No local, o paciente é acompanhado por um dermatologista.

Já os casos de incapacidades físicas são direcionados para o Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac) da SES. Na unidade de saúde, os pacientes são acompanhados por uma equipe multidisciplinar.

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Após o diagnóstico de um caso de hanseníase, todos aqueles que moram na mesma residência do paciente também fazem exames médicos. Aqueles que não forem diagnosticados com a doença passam por uma investigação dermatoneurológica, que é realizada uma vez ao ano, durante cinco anos, com o objetivo de descartar a possibilidade da transmissão – já que a enfermidade é silenciosa e, por ficar incubada, pode demorar para manifestar os sintomas.

Fortalecimento da rede

Além dos repasses financeiros convencionais que a SES realiza para manutenção dos serviços da Atenção Primária à Saúde dos municípios, o órgão estadual ainda transfere mensalmente o valor de R$ 10 mil para cada um dos municípios de Alta Floresta, Barra do Garças, Juara, Juína, Tangará da Serra e Várzea Grande manterem os Ambulatórios de Atenção Especializada Regionalizados (AAER), que dão suporte aos serviços voltados ao tratamento da hanseníase.

A Secretaria também capacitou, nos últimos dois anos, 2.750 profissionais do SUS que atendem pacientes com a doença no Estado. A SES, por meio da Escola de Saúde Pública de Mato Grosso (ESP-MT), já formou 20 médicos especialistas em hansenologia.

Neste ano, outros 20 médicos devem concluir a especialização ofertada pela Escola. A ESP-MT trabalha para formar um total de 200 profissionais da saúde, entre médicos, enfermeiros, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas, entre outros, para o atendimento especializado e multidisciplinar da hanseníase.

Fonte: Governo MT – MT

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Planejamento público que transforma vidas

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Uma boa gestão pública identifica as necessidades da sociedade, planeja soluções e transforma decisões administrativas em resultados concretos. É com essa convicção que defendo mais investimentos na educação infantil, garantindo oportunidades às crianças e tranquilidade às famílias mato-grossenses.

 A falta de vagas nas creches vai além de um problema educacional. Afeta crianças que precisam de um ambiente seguro para crescer e aprender e famílias que dependem do atendimento público para conciliar o cuidado com os filhos e a rotina de trabalho.

 Ao longo da minha atuação parlamentar, tenho defendido que o orçamento precisa refletir as necessidades reais da população. Isso exige planejamento de médio e longo prazo, recursos assegurados e acompanhamento da execução.

 Com essa visão, trabalhei, enquanto presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), pela inclusão de investimentos na construção e ampliação de creches no planejamento orçamentário estadual.

 A articulação garantiu a previsão de recursos para apoiar os municípios, responsáveis pela oferta da educação infantil. A Lei Estadual nº 12.431/2024 estabeleceu mecanismos de financiamento para essa etapa do ensino, com R$ 120 milhões previstos entre 2025 e 2027, sendo R$ 40 milhões por ano.

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 A medida demonstra que enfrentar problemas públicos exige mais do que reconhecer demandas: é preciso transformar prioridades em planejamento, orçamento e cooperação institucional.

 Os números mostram a dimensão do desafio. Diagnóstico das creches e pré-escolas municipais divulgado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso, em novembro de 2025, identificou 10.263 crianças na fila por vagas em creches. Embora o número represente uma redução em relação às 14.883 registradas em 2023, 84 municípios ainda enfrentavam filas de espera.

 O avanço é importante, mas insuficiente. Precisamos dar continuidade às ações, fiscalizar sua execução e corrigir os entraves para reduzir as filas e ampliar o atendimento. Nenhuma criança deve ter suas oportunidades limitadas pela falta de planejamento ou compromisso do poder público.

 A eficiência da gestão não se mede apenas pelos recursos anunciados ou pelas obras iniciadas, mas pela capacidade de transformar investimentos em serviços que melhorem a vida da população.

 É assim que entendo uma gestão responsável, planejar com seriedade, executar com transparência e avaliar resultados pelo impacto na vida das pessoas. Investir na primeira infância é cuidar das famílias hoje e construir um futuro melhor para Mato Grosso.

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*Eduardo Botelho é deputado estadual pelo MDB



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