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Programa social idealizado pela primeira-dama de MT atende cerca de 65 mil famílias no Estado

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Maior ação de transferência de renda de Mato Grosso, o programa SER Família, idealizado pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, atende a 64.948 famílias mato-grossenses, com o repasse de R$ 220, a cada dois meses, para famílias em situação de vulnerabilidade. Executado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), o programa já investiu, apenas em 2023, R$ 57,5 milhões, por meio dos cartões SER Família, SER Família Idoso, SER Família Criança, SER Família Indígena e SER Família Inclusivo.
Uma das beneficiárias do programa é a dona de casa Lucia da Silva Corrêa, de 59 anos. Morando sozinha com a mãe idosa no Distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá, Lucia não consegue trabalhar para melhorar a renda da casa. Em situação de vulnerabilidade, ela e mãe contam com a assistência do cartão SER Família.

“Esse recurso do Governo vem numa boa hora, é bom demais. Graças a Deus foi aprovado o benefício e isso me ajuda bastante. Eu vou no mercado e compro minhas coisinhas, carne, verdura. Se não fosse esse dinheiro, a gente ia vivendo com a ajuda dos outros, mas no perrengue. Esse dinheiro faz muita diferença”, afirmou.

Dividido em cinco vertentes, os cartões do Programa SER Família atendem a públicos específicos, como o SER Família Indígena, destinado aos povos originários. Neste caso, o recurso pode ser utilizado para a compra de alimentos. Ao todo, 4.665 famílias indígenas recebem o benefício, por meio do cartão SER Família Indígena.
“O grande diferencial do programa SER Família é o envolvimento dos municípios através dos CRAS e do apoio das primeiras-damas. Essa ação é primordial para alcançar realmente aquelas famílias que mais precisam ser assistidas, e o SER Família Indígena tem o grande objetivo de reconhecer e atender as diversidades conforme a necessidade de cada comunidade”, afirmou a primeira-dama Virginia Mendes, idealizadora do programa.
“Os auxílios pagos a cada dois meses são um reforço no orçamento das famílias. Em 2023, no mês das mães, o Governo concedeu um bônus; no mês de dezembro também foi concedido bônus de Natal e no próximo dia 12 de janeiro os beneficiários podem contar com os auxílios novamente”, complementou Virginia Mendes.
A primeira-dama também agradeceu a união de esforços na execução dos programas sociais. “Agradeço o Governo do Estado e todos que fazem parte desse esforço coletivo, contribuindo para a construção de um Mato Grosso mais justo. Juntos, estamos transformando realidades e construindo um futuro mais promissor para nosso povo. Muito obrigada.”, agradeceu.
A secretária da Setasc, Grasi Bugalho, afirmou que o SER Família é o maior programa social da história de Mato Grosso, para a população que realmente precisa.
“Nós pensamos primeiramente na segurança alimentar e nutricional das famílias, mas também na capacitação e na melhoria de vida dessas famílias, trabalhando para o desenvolvimento social das pessoas em situação de vulnerabilidade social, com inúmeras políticas públicas capitaneadas pelo Governo de Mato Grosso. O repasse de renda é apenas uma forma para que possamos dar mais autonomia para as famílias buscarem uma vida melhor”, disse a secretária.
De acordo com ela, um dos requisitos para que as pessoas continuem tendo direito ao benefício dos cartões do SER Família é estar matriculado em cursos de capacitação, sejam eles oferecidos pelos municípios ou pelo Governo do Estado, por meio do SER Família Capacita.
“O SER Família é um programa transitório, ou seja, o que nós queremos é que as pessoas se capacitem e possam tornar suas vidas melhores por meio da inserção no mercado de trabalho. E o repasse de renda é uma forma de auxiliá-los nessa busca, dando um sustento de forma provisória até que a família possa se estabilizar financeiramente”, explicou Grasi Bugalho.
Outra vertente é o SER Família Criança, voltado para a compra não só de alimentos, mas também de material escolar e vestuário para as crianças.
Deise Campos de Amorim faz parte de uma das 10.560 famílias beneficiadas pelo cartão do SER Família Criança. Mãe de quatro filhos, ela começou a receber o repasse do benefício no mês de maio.
“Esse cartão mudou muita coisa pra mim. Mudou porque era muito difícil, toda vez não tinha dinheiro pra comprar uma carne, uma fruta, as coisas que as crianças queriam comer, principalmente leite, bolacha. Então, o auxílio veio em uma hora boa. Às vezes eu levo eles junto comigo para fazer a compra no mercado. A prioridade é para eles, às vezes precisam de um chinelo, querem um bombom ou frutas mesmo”, explicou.
Também moradora do Distrito de Nossa Senhora da Guia, Deise é mãe de dois meninos de 15 e 12 anos, e duas menina de 8 e 7 anos. Ela contou que vai usar o bônus de dezembro e o benefício de janeiro para comprar material escolar para as crianças.
“Se não fosse essa ajuda ia ser difícil, porque já não é barato o material escolar, e eu tenho quatro filhos, então um dinheiro extra ajuda muito. Eu não consigo trabalhar por causa das crianças, e a renda que entra na casa vem do trabalho do meu marido, que é pedreiro e só recebe diária. Então quero muito agradecer a dona Virginia Mendes, porque o que ela está fazendo, está matando a fome de muita gente, ela lembra dos pequenos e de todo mundo”, concluiu.
Em 2024, conforme previsto na Lei n 12.013/23, o Governo dará continuidade ao programa de transferência de renda às famílias em situação de vulnerabilidade.
Além dos cartões do SER Família e SER Família Criança, o programa também atende 2.733 famílias com o SER Família Idoso, e 1.049 famílias com o SER Família Inclusivo. Há, também, o cartão SER Família destinado aos técnicos municipais de Assistência Social e agentes comunitários de saúde (ACS) dos municípios que aderiram ao Programa. Ao todo são 3.694 profissionais e o repasse está previsto no Decreto nº 219, de 4 de abril de 2023, como forma de gratificação pelo acompanhamento das famílias assistidas pelo programa.

Fonte: Governo MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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