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Por conta da seca, Minas Gerais se prepara para ano desafiador

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A persistente seca que atinge áreas do Norte e Noroeste de Minas, bem como os Vales do Mucuri e Jequitinhonha, mostra que 2024 será um ano desafios para a agricultura, mesmo após a implementação de medidas emergenciais pelo governo estadual.

O governo de Minas anunciou uma série de medidas para amenizar os efeitos da seca. Entre elas, a suspensão por 90 dias da cobrança de ICMS para movimentação de gado bovino nos municípios atingidos, permitindo o deslocamento temporário do rebanho para Bahia e Espírito Santo sem incidência do imposto, caso retornem ao estado em até 180 dias. Essa prática, comum entre os pecuaristas dessas regiões, visa melhores condições de pastagem e plantio durante a seca.

Além disso, foi negociada a prorrogação, por um ano, das dívidas de produtores instalados em áreas com decreto de emergência, para débitos de até R$ 200 mil. O Banco do Brasil flexibilizou também os laudos técnicos para solicitações de prorrogação, e deverá criar uma linha de crédito específica para produtores afetados pela seca.

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A seca comprometeu severamente o abastecimento de água nas propriedades rurais, impactando tanto o consumo humano quanto o animal. Estima-se que 92 mil hectares de área de grãos foram perdidos, principalmente de milho, feijão e soja. Cerca de 71% do que foi semeado precisará ser replantado, caso haja chuvas nas próximas semanas.

Os números da Emater-MG revelam a gravidade da situação, com quase 96% das propriedades tendo comprometida a produção de alimento para animais em 2024. A oferta de pastagem em 2024 será insuficiente em 85,9% dos estabelecimentos, representando um cenário desafiador para a pecuária e agricultura da região.

Diante desse panorama crítico, a avaliação da situação após a primeira quinzena de janeiro será essencial para determinar novas estratégias de suporte aos produtores rurais e comunidades afetadas, visando minimizar os impactos dessa severa escassez hídrica.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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