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Cepea prevê preços estáveis para o arroz em 2024

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A expectativa para os preços internos do arroz em casca durante 2024 é de manutenção da estabilidade, sustentada principalmente pela redução nos estoques.

Esse cenário favorece custos e receitas para os produtores, gerando um clima de otimismo maior em comparação com a safra anterior, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com pesquisas do Cepea, os preços do arroz alcançaram os maiores patamares históricos em termos reais, enquanto os custos foram pressionados. Isso cria a perspectiva de uma margem operacional favorável para os produtores.

Os pesquisadores do Cepea apontam para uma sazonalidade na oferta, prevendo um maior volume entre março e abril, o que pode temporariamente aumentar a disponibilidade no mercado interno, impactando os valores. No entanto, durante a entressafra, é esperada a manutenção dos preços em níveis estáveis.

Destacam-se dois pontos cruciais: alguns produtores enfrentaram a necessidade de replantio e custos adicionais com operações de máquinas, devido a chuvas intensas na região Sul e a casos de redução do potencial produtivo.

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Além disso, é importante ressaltar que a cultura do arroz tem enfrentado baixos retornos por anos. Portanto, a melhora na margem nesta temporada é vista apenas como um alívio para os produtores, e não necessariamente uma solução definitiva para os desafios estruturais que afetam o setor.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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