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Embrapa disponibiliza dados sobre avicultura e suinocultura no Brasil

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A Embrapa disponibilizou ao público dados detalhados sobre a avicultura e a suinocultura no Brasil. As informações permitem se acesse informações para análises e tomadas de decisão no setor agropecuário.

A relevância desses dados se dá pelo fato de fornecerem uma visão segmentada e atualizada dessas práticas agropecuárias no país, mesmo que os dados sejam de anos anteriores, contribuindo para a elaboração de políticas públicas e estratégias para o setor..

Marcelo Miele, pesquisador da Embrapa e um dos autores do estudo, destaca que a análise detalhada das atividades desde o censo fornece um panorama aprofundado que pode auxiliar na criação de políticas públicas e estratégias setoriais. Apesar da coleta dos dados ter ocorrido há seis anos, as informações são consideradas valiosas para o desenvolvimento do setor.

Os dados coletados a partir de informaçõos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE)  revelam que mais de 2,9 milhões de estabelecimentos agropecuários no país se dedicavam à criação de aves, com a grande maioria focada em pequena escala ou auto consumo. Em contraste, apenas 1% desses estabelecimentos, correspondendo a 26 mil granjas, foram responsáveis por 95% da venda de ovos e 93% da comercialização de galináceos, configurando o segmento da avicultura industrial.

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Na suinocultura, o IBGE registrou 1,47 milhão de estabelecimentos que criavam suínos, a maioria com pequenos rebanhos e foco no autoconsumo. Apenas cerca de 1% dos estabelecimentos, menos de 20 mil granjas, dominaram 92% das vendas de suínos, representando a suinocultura industrial.

Documentos da Embrapa, que detalham as características da avicultura e suinocultura nas cinco grandes regiões do Brasil estão à disposição do publico no site da empresa.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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