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Sefaz-MT entrega duas toneladas de alimentos arrecadados por servidores

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A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) iniciou nesta quinta-feira (21.12) a entrega das mais de duas toneladas de alimentos não perecíveis arrecadados na 1º Gincana de Cidadania Fiscal, realizada entre os servidores fazendários. Arroz, feijão, óleo, macarrão, leite em caixa, leite em pó, café e farinha de trigo estão entre os alimentos que serão entregues a quatro instituições filantrópicas.

A 1º Gincana de Cidadania Fiscal foi realizada no início deste mês de dezembro e contou com a participação de 11 equipes de servidores que, juntas, arrecadaram 2.176,4 kg de alimentos e 1.295 litros de leite.

O secretário de Fazenda, Rogério Gallo, afirmou que a iniciativa mostra o engajamento dos servidores.

“Todas as equipes estão de parabéns! Tenho certeza que esses alimentos vão fazer diferença na vida de muitas pessoas. O evento, a gincana e os resultados alcançados são muito positivos e demonstram o engajamento de todos os servidores com esse programa tão importante, que é o programa de cidadania fiscal, responsável por ações essenciais para a sociedade, como, por exemplo, o Nota MT”, disse o secretário.

Para a distribuição dos alimentos, as equipes que ficaram nos quatro primeiros lugares escolheram as entidades sociais beneficiadas. Dentre os itens entregues para cada entidade estão os alimentos arrecadados pela própria equipe que a escolheu e a parte do rateio das doações obtidas pelas equipes que ficaram entre o 5º e 11º lugar.

O Hospital de Câncer de Mato Grosso, escolhido pela equipe vencedora da gincana, foi a primeira entidade a receber a doação. Ao todo, foram entregues 324 litros de leite e 679,2 kg de alimentos, somando 1.003,2 kg.

Para o coordenador de Desenvolvimento Institucional, Tomaz Becker, essa doação ajuda muito o hospital que tem um consumo mensal de mais de uma tonelada com alimentação.

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“A Sefaz fez a gincana de cidadania fiscal e pode colaboram em muito com o Hospital de Câncer, arrecadando mais de uma tonelada de alimentos. Para se ter uma ideia o HCan gasta por mês, em média, 1.300 kg de arroz e 580 kg de feijão, é um gasto muito elevado. Então, então doação realmente fará diferença para o hospital e os pacientes que são atendidos”.

A servidora da Contadoria Geral do Estado (Sace), Liege Calazans, foi uma das integrantes da equipe que conquistou o primeiro lugar e disse que todos os servidores da unidade foram responsáveis pela arrecadação.

“Toda equipe participou com garra, dedicação e comprometimento! Temos muito orgulho em fazer parte dessa adjunta e, principalmente, ter participado da gincana. Estamos todos muito felizes por fazer o bem a esta entidade que tem grande importância ao estado de MT”.

Outra instituição beneficiada com as arrecadações da gincana foi a Fundação Abrigo do Bom Jesus, que recebeu 430,7 kg de alimentos e 60 litros de leite. A entidade tem 83 anos de atuação e, atualmente, atende 84 idosos.

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A presidente do abrigo, Márcia Ferreira, agradeceu a doação feita pelos servidores fazendários que, ao longo dos anos, sempre contribuíram com a entidade.

“É muito gratificante, mais uma vez, ter a Sefaz aqui com a gente, sensibilizados com a causa do idoso. O Abrigo Bom Jesus hoje atende 84 idosos, a maioria abandonados nas ruas ou nos casebres ou nos hospitais, que alimentados e vestidos, são tratados graças à solidariedade da sociedade, de uma forma geral, e, principalmente, aos órgãos e empresas públicas e privadas”, disse a presidente.

A entrega dos alimentos foi realizada na quinta-feira (21) para o Hospital de Câncer e nesta sexta-feira (22) para o Abrigo Bom Jesus, com a participação de integrantes das equipes, além de representantes da comissão organizadora da gincana e da Coordenadoria de Saúde e Qualidade de Vida.

A Sefaz já programou para a primeira semana de janeiro de 2024 a doação para as outras duas entidades escolhidas, Obras Sociais Mãe Zeferina e Casas Caminho Redentor.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeitura mantém trabalhadores durante a madrugada e reforça limpeza de Cuiabá

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Quando o movimento diminui nas ruas de Cuiabá, equipes de limpeza urbana seguem trabalhando para recolher resíduos, lavar espaços públicos e fazer a capina e a roçagem de praças e avenidas. Há três meses, a Prefeitura, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Limpeza Urbana (Limpurb), mantém 78 trabalhadores no período noturno. Segundo o diretor de Resíduos Sólidos, Guilherme Vinhal, o serviço foi implantado de forma pioneira nesta gestão e passou a integrar a rotina de manutenção da capital.

As equipes atuam de segunda a sexta-feira, das 20h às 5h, com uma hora de intervalo, totalizando 40 horas semanais. Os trabalhadores recebem o adicional noturno previsto na convenção coletiva da categoria e não trabalham aos sábados. O planejamento considera as vias com canteiros estreitos, o fluxo de veículos e a continuidade dos serviços iniciados durante o dia. “Não é uma operação pontual. A Limpurb atua com um serviço contínuo na cidade”, explica Guilherme.

Cerca de 40 profissionais ficam responsáveis pelo recolhimento dos resíduos provenientes da limpeza urbana, como lixo, galhos e restos de capina e roçagem, reunidos e sinalizados pelas equipes diurnas. Conforme o diretor, a retirada desse material passou a ser realizada integralmente à noite. Com menos trânsito, os caminhões conseguem fazer mais viagens ao aterro, o que, segundo ele, trouxe maior agilidade e economia ao município. A organização também permite que equipes de diferentes turnos deem sequência ao atendimento de uma mesma avenida.

Na noite acompanhada pela reportagem, a programação incluiu a lavagem da quadra poliesportiva da Praça Ana Martinha, no Pedra 90, e o atendimento às praças Alencastro e Ipiranga, no Centro. Também foram realizados serviços de capina e roçagem na praça em frente ao Liceu Cuiabano, na Praça 8 de Abril e em pontos do Pedra 90 e bairro Doutor Fábio. Na Avenida Lavapés, próxima ao Shopping Goiabeiras, a roçagem foi programada para depois da 1h, aproveitando a redução do fluxo de veículos. As praças da região central recebem manutenção duas vezes por semana, conforme o planejamento informado pela Limpurb.

A lavagem conta com um caminhão-pipa de 10 mil litros, que realiza aproximadamente três carregamentos por noite. Antes da aplicação de água e dos produtos de limpeza, os agentes fazem a varrição para retirar os resíduos mais grossos e utilizam vassouras e rodos na remoção da sujeira. Segundo Guilherme, uma carga pode atender até duas praças, dependendo do serviço. Na Ana Martinha, o trabalho se concentra na lavagem da quadra e dos espaços de lazer, com novo atendimento estimado em oito a nove dias.

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Além da distribuição das tarefas, os encarregados acompanham a segurança e a integração dos trabalhadores. Jean Antonio Rodrigues de Oliveira coordena 25 pessoas e procura fortalecer a convivência com gestos como preparar um bolo para os aniversariantes da equipe. Para ele, os agradecimentos recebidos nas ruas também dão sentido à rotina. No Parque das Águas, lembra, uma pessoa interrompeu a caminhada para elogiar a limpeza e agradecer aos profissionais. “Sou apaixonado pelo que faço porque é muito gratificante ver que a gente está sendo útil para a população”, afirma Jean.

A preferência pelo turno noturno reúne motivos profissionais e familiares. Com cerca de dez anos de experiência na limpeza, Joanilse Francisca de Carvalho diz que o horário permite acompanhar mais de perto a rotina dos três filhos e do marido. Cleide Crispim da Silva, que tem 16 anos de atuação na área e iniciava sua primeira noite nesse turno, buscava uma nova experiência e condições de temperatura mais amenas. Já Claudecir Egídio Pires destaca a tranquilidade proporcionada pelo menor movimento nas ruas, embora avalie que o reconhecimento ao serviço ainda parte de poucas pessoas. Na chegada e na saída das equipes, o vigilante Cleiton Geraldo Pereira Monge também participa dessa convivência, oferecendo acolhimento e palavras de incentivo aos colegas.

Entre os trabalhadores, diferentes trajetórias se encontram no cuidado com a cidade. Aos 27 anos, Daniel Souza Leite se prepara para a chegada do primeiro filho, com a esposa no quinto mês de gestação, e vê no trabalho uma forma de construir o futuro da família. O cubano Gianni Elisberto San Miguel Salgado, que chegou ao Brasil há dez meses e começou na Limpurb em agosto, trabalha ao lado da esposa e valoriza a contribuição que presta à conservação dos espaços públicos. “Eu gosto porque contribuo para o cuidado do meio ambiente, ajudando na limpeza e organização das ruas”, relata Gianni.

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Um dos momentos mais marcantes de reconhecimento ocorreu no desfile de 7 de Setembro. Escalados para fazer a limpeza entre as apresentações das escolas, os agentes de conservação foram surpreendidos pelos aplausos da população enquanto caminhavam pela avenida para executar o trabalho rotineiro. Encarregada de uma equipe de aproximadamente 16 pessoas, Edinalva Souza Ferreira guarda a emoção daquele momento. “Foi emocionante, ninguém esperava. A população nos aplaudiu e reconheceu o nosso trabalho. Isso marcou bastante”, recorda Edinalva, que começou como gari e atua há cerca de 16 anos na área.

Quem acompanha a movimentação da cidade à noite também percebe o resultado. O manobrista Carlos Roberto da Silva considera que o horário facilita a execução dos serviços em locais movimentados durante o dia. “Como trabalho aqui no período noturno, vejo de perto a importância dessa equipe que atua durante a madrugada”, afirma Carlos. O montador Tiago Adelino de Freitas destaca a organização e o respeito dos profissionais durante o atendimento, enquanto Ricardo Almeida, que trabalha com marketing, avalia que a conservação dos espaços públicos melhora o ambiente para moradores, visitantes e comerciantes.

O comerciante Ricardo Navarro de Souza Lima da Silva, que atua em um quiosque no Centro, relata que resíduos voltam a aparecer poucas horas depois da limpeza. Guilherme reconhece que o descarte irregular é um desafio recorrente e reforça a necessidade de continuidade dos serviços. Para Edinalva, o cuidado começa com atitudes simples, como colocar copos e garrafas nas lixeiras e respeitar os profissionais durante o trabalho. Além de conservar praças e ruas, o descarte adequado ajuda a evitar a obstrução de bueiros e a reduzir o risco de retenção de água durante as chuvas.



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