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Minas Gerais: seca afeta 326 mil produtores rurais de 241 municípios

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A seca que assola as regiões norte, noroeste e nordeste de Minas Gerais já afeta diretamente 326 mil produtores rurais, conforme levantamento da Emater-MG em 241 municípios. Os efeitos da falta de chuvas foram particularmente sentidos na perda de 92 mil hectares de plantações, especialmente nas culturas de milho, feijão e soja.

A pecuária também enfrenta severas dificuldades: apenas 15,8% das propriedades possuem alimentação suficiente para o gado por um período de 30 dias. Mais da metade (56,4%) esgotou o estoque de cana, silagem e capineira, e 27,8% têm reservas de alimento para o gado para apenas 15 dias.

As estatísticas da Emater-MG indicam um cenário preocupante, onde 95,9% das propriedades têm sua produção de alimentos comprometida em 2024, e 85,9% enfrentam escassez de pastagens.

Diante dessa situação, a Emater-MG orienta os produtores a buscarem soluções como comunicar perdas às instituições financeiras, especialmente para aqueles que contrataram créditos com seguro, como o Proagro. Para quem não possuía seguro ou crédito com seguro, a orientação é solicitar à Emater-MG um laudo técnico de prorrogação de dívida.

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Outra alternativa disponível é o garantia-safra, que oferece um recurso de R$ 1,2 mil, pago em parcela única, para produtores que perderam pelo menos 50% da safra devido a problemas climáticos. Em Minas Gerais, foram destinados R$ 5,1 milhões ao garantia-safra na safra 2023/24.

O abastecimento de água se tornou crítico em 78,4% das propriedades rurais, resultando na interrupção da irrigação em 91,3% das lavouras. Caso a escassez de chuvas persista, 71% das plantações terão que ser replantadas nas próximas semanas.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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