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Depois das intempéries e da ferrugem, agora lavouras de soja são ameaçadas por percevejos

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Após enfrentar os desafios das intempéries que devem provocar quebra de até 20% da safra e o aumento da incidência de ferrugem asiática, agora as plantações de soja agora estão lidando com um novo problema: o aumento expressivo da incidência de percevejos.

Este pequeno inseto, não maior que 15 milímetros, tem preocupado os agricultores em todo o país, pois sua presença pode levar a uma redução significativa – até 30% – no potencial produtivo das lavouras.

De acordo com relatórios recentes do Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal), baseados em pesquisas de campo, a incidência de percevejos nas plantações aumentou consideravelmente.

O desafio é generalizado, afetando plantações em todas as regiões do país. Embora esses insetos tenham um ciclo de vida curto, vivendo cerca de 30 dias, seus danos podem ser devastadores para as plantações, principalmente quando o ataque ocorre durante a fase de formação de grãos.

Os produtores estão sendo orientados a redobrar a atenção, mantendo um monitoramento constante e identificando precocemente a presença desses insetos. Isso se torna crucial, uma vez que os danos podem se tornar mais severos caso não sejam detectados a tempo.

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O método de controle mais utilizado nas lavouras é o químico, que envolve o uso de inseticidas e bioinseticidas. O aumento dos percevejos nas lavouras é atribuído às mudanças climáticas, com isso, estratégias de manejo e controle tornam-se essenciais para mitigar os prejuízos e garantir a produtividade da próxima safra.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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