CUIABÁ

POLÍCIA

1º Encontro de Polícia Judiciária sobre Organizações Criminosas debate estratégias sobre o tema

Publicados

POLÍCIA

A Diretoria de Inteligência e Academia da Polícia Civil (Acadepol) realizou na terça-feira (13.12) o 1º Encontro de Polícia Judiciária sobre Organizações Criminosas. No evento realizado no auditório do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), foram apresentadas palestras com foco no combate à criminalidade organizada no âmbito nacional, e no cenário de Mato Grosso.

A abertura do evento foi realizada pela delegada-geral Daniela Maidel e pelo diretor de Inteligência, Juliano Silva de Carvalho, que destacou a importância dos debates sobre o tema.

A primeira palestra foi apresentada pela mestre e doutora em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), Camila Nunes Dias, que também é professora da UFABC e pesquisadora da USP sobre facções criminosas. Ela abordou o tema “A Expansão do Primeiro Comando da Capital – PCC”.

Ao final da palestra, houve debate com o público e sorteio do livro “A Guerra: A Ascensão do PCC e o mundo do crime no Brasil”, de autoria de Camila Nunes Dias com Bruno Paes Manso.

Na sequência, o coordenador de Inteligência da Polícia Civil, delegado Eduardo Rizzotto de Carvalho, apresentou a palestra com o tema “Panorama das Organizações Criminosas no Estado de Mato Grosso” e o delegado titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Marcel Gomes de Oliveira, apresentou palestra com o tema “Homicídios e Criminalidade Organizada na Região Metropolitana de Cuiabá”.

Leia Também:  Polícia Civil cumpre mandados em operação para apurar crimes de concussão e advocacia administrativa

Por fim, a policial penal Hermínia Dantas de Brito, que atua no Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), fechou o Encontro com a palestra “O cenário das Organizações Criminosas no Estado de Mato Grosso na Ótica do Sistema Penitenciário”.

Para o coordenador de Inteligência, esses eventos promovem uma importante aproximação com a academia, uma vez que as pesquisas acadêmicas têm muito a contribuir sobre o entendimento do tema.

“A realização de encontros como este é fundamental para entendermos o fenômeno da criminalidade organizada em Mato Grosso e traçarmos estratégias mais precisas e claras para o enfrentamento. A Diretoria de Inteligência, em conjunto com a Acadepol, objetiva realizar novos eventos no próximo ano sobre temáticas importantes para as unidades assessoradas”, destacou o delegado Eduardo Rizzotto.

Fonte: Policia Civil MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍCIA

Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

Publicados

em

Reprodução

Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

Leia Também:  Homem condenado pela Justiça é preso pela Polícia Civil em Matupá

A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

Leia Também:  Polícia Civil prende dois acusados de estupro de vulnerável

Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA