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Comissão Judiciária de Adoção se reúne para balanço de 2023

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Em 2023, os juízes da Infância e Juventude de Mato Grosso sentenciaram 238 processos de crianças e adolescentes acolhidos e impulsionaram 4157 processos. O ano termina com 477 crianças e adolescentes acolhidos em 89 instituições distribuídas em 68 comarcas do Estado. Deste universo, 38 estão aptos para adoção e as demais aguardam a possibilidade de retorno à família de origem (pai e mãe), ou a ida para a família extensa (tios e avós) ou a colocação em família substituta (entregues à adoção).
 
Estes foram alguns dados apresentados pela juíza auxiliar da Corregedoria, Christiane da Costa Marques Neves aos membros da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) durante encontro realizado terça-feira (12/12), na sala de reuniões na Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-TJMT), em Cuiabá.
 
“É uma honra participar da Ceja, quero agradecer a todos pelo o ano e pela parceria, por se dedicaram à causa, se empenharam em cumprir os prazos e proporcionar convivência familiar aos nossos acolhidos. Quero agradecer em especial o corregedor, desembargador Juvenal Pereira pela confiança no meu trabalho, que realizo com amor e carinho”, declarou a magistrada.
 
Além dos números, a juíza auxiliar da Corregedoria divulgou um balanço dos projetos e ações desenvolvidos no decorrer do ano como: Aprimoramento Processual da Adoção (que desenvolve e aprimora a prestação jurisdicional nos processos relacionados ao tema); o Programa Padrinhos (permite que interessados apadrinhem financeiramente ou afetivamente uma criança); Busca Ativa: Uma Família para Amar (projeto que utiliza novas ferramentas para dar oportunidade às crianças e adolescente aptas a serem adotadas a encontrarem uma família); Programa Família Acolhedora (serviço de recepção da família, que trabalha na organização do acolhimento de crianças e adolescentes que foram afastadas do convívio familiar por meio de medida protetiva); Semana Estadual da Adoção (série de atividades que buscam orientar a população sobre procedimentos legais, além de incentivar a adoção).
 
A juíza auxiliar ainda destacou a campanha permanente Entrega Legal, que tem o intuito de divulgar a previsão legal, para que genitoras que não têm condições de exercer a maternidade possam entregar a criança de forma voluntária, segura e sigilosa. “No período de 10 a 14 abril, a Corregedoria determinou que os juízes das Varas da Infância e Juventude de todas as comarcas intensificassem a divulgação da entrega voluntária. Por conta disso várias comarcas realizaram uma série de ações e eventos”, relembrou Christiane da Costa Marques Neves.
 
Em Cuiabá, por exemplo, a juíza da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude da Capital, Gleide Bispo Santos, realizou visitas às maternidades de Cuiabá com objetivo de capacitar trabalhadores(as) das unidades hospitalares sobre esse direito das gestantes. “Este ano fiz a opção de estar nas maternidades, em especial as públicas, por ser a porta de entrada, onde normalmente as mulheres têm os bebês, então é importante que os funcionários dessas unidades estejam capacitados a receber estas gestantes de foram a acolher essas mulheres, já que a decisão de entregar um filho para adoção não é algo fácil. Para o próximo ano iremos visitar as unidades de saúde de Cuiabá, como CRAS, CREAS”, antecipou a juíza Gleide Bispo.
 
Outra iniciativa de sucesso que foi ressaltada na reunião foi a criação e manutenção do perfil no Instagram @cejatjmt, que além de dar visibilidade às crianças e adolescentes que estão disponíveis para adoção em Mato Grosso ampliou a comunicação com a sociedade. “O objetivo principal desse perfil é divulgar as crianças e adolescentes inseridas no Projeto ‘Busca Ativa: Uma família para amar’, contudo vimos que virou um novo canal de comunicação, recebemos mensagem de pessoas contando histórias de adoção que deram certo, de pretendentes buscando informações, de mães que queriam fazer a Entrega Legal, entre outras situações. Então estamos muito contentes com esta iniciativa e do retorno que temos recebido”, pontuou a juíza auxiliar.
 
De acordo com o presidente da Comissão e corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, os resultados de 2023 refletem o trabalho feito pelos juízes das comarcas do Estado e o apoio dado pela Ceja, divulgando todos atos e ações para que sejam levado a conhecimento da população. “Gostaria de agradecer a todos pelo empenho. O trabalho em conjunto refletiu no sucesso das campanhas e ações uma vez que atingiram o objetivo pretendido: o bem estar das crianças e dos adolescentes acolhidos que aguardam a oportunidade de encontrar um lar, de receber amor, carinho e cuidado”, afirmou.
 
Durante o encontro ainda foi sugerido à realização em 2024 de um Seminário da Infância e Juventude em parceria com o Ministério Publico e a Defensoria Pública. “Seria realmente uma boa iniciativa, acredito que temos diversos assuntos pertinentes à área da Infância e Juventude como exploração sexual, Lei Henry Borel, depoimento especial, entrega voluntária e a Busca Ativa. Temas importantes debater”, sugeriu o procurador de justiça e integrante da Ceja, Paulo Roberto Jorge do Prado. Ele ainda destacou a importância da reunião que proporcionou a oportunidade de realizarem questionamentos e debates, além de parabenizar todo o trabalho em conjunto realizado durante o ano.
 
A secretária da CEJA, Elaine Zorgetti, ressaltou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso obteve este ano a pontuação máxima no Prêmio CNJ de Qualidade na parte relacionada ao Juízo da Infância e Juventude. “Mato Grosso foi um dos poucos Estados a conseguir essa pontuação, ressaltando que o critério adotado pelo CNJ foi realizar a reavaliação das crianças acolhidas e conferir a celeridade processual dos processos de adoção. Esse resultado demonstra como nossos esforços valeram a pena”, afirmou.
 
Também participaram da reunião o vice-presidente da Ceja, desembargador Paulo da Cunha, a desembargadora membro da Comissão Antônia Siqueira Gonçalves, o juiz da Vara Especializada da Infância e Juventude de Várzea Grande, Tiago Souza Nogueira de Abreu e a promotora de justiça da 14ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá – Infância e Juventude, Ana Luiza Barbosa da Cunha.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Foto 1 – membros da Ceja estão todos sentados em uma mesa de reunião.
 
Larissa Klein  
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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