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Judiciário encerra Mutirão DPVAT 2023 com quase 700 atendimentos

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O Corregedor-Geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador Juvenal Pereira da Silva, e a desembargadora supervisora do Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJUD) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Antônia Siqueira Gonçalves, encerraram nesta quinta-feira (07) a Edição 2023 do Mutirão DPVAT, no Fórum de Cuiabá. A iniciativa, que teve início em 31 de agosto, visou agilizar o atendimento de processos que envolvem pedidos de indenização pelo Seguro Obrigatório de Danos Pessoais por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT).
 
Durante os quatro meses de trabalho, o mutirão realizou cerca de 670 perícias médicas, proporcionando o atendimento necessário a quase 700 pessoas que aguardavam por essa etapa em seus processos. O corregedor destacou a simbologia de encerrar o mutirão no mesmo local em que iniciou, elogiando a equipe pelo excelente trabalho realizado.
 
“Iniciamos essa jornada há quatro meses, aqui mesmo no Fórum de Cuiabá. É muito simbólico encerrar esse trabalho no mesmo local que marcou o início dessa nobre empreitada. Parabéns a todos pelo excelente trabalho realizado no Mutirão DPVAT 2023”, afirmou Juvenal Pereira da Silva. “O propósito do Poder Judiciário é atender ao cidadão, indo até ele, em vez de esperar que o cidadão venha até o Poder Judiciário. O encerramento do mutirão marca o sucesso na redução do estoque de ações em trâmite, na diminuição da taxa de congestionamento e na melhoria do índice de atendimento da demanda, indicadores de desempenho da justiça brasileira”, ressaltou o corregedor.
 
A desembargadora Antônia Siqueira Gonçalves expressou sua gratidão pelo empenho de todos os envolvidos, destacando o papel crucial da equipe da Corregedoria-Geral de Justiça, na pessoa do juiz auxiliar da CGJ, Emerson Cajango e do Núcleo de Cooperação, citando o juiz coordenador Rodrigo Curvo, ambos presentes na cerimônia de encerramento. Assim como o coordenador da CGJ, Flávio Paiva Pinto.
 
“Como disse o nosso corregedor, em razão da pandemia, muitos processos ficaram paralisados. E quem sofre com isso é o cidadão, que precisa dessa perícia para conseguir a indenização a que tem direito conforme o sinistro do qual foi vítima”, contextualizou a magistrada. “Então, até pela ocasião do final do ano, acho importante estarmos juntos, primeiramente agradecer a Deus por tudo que vem acontecendo de bom em nossas vidas e por essa verdadeira colaboração que vem ocorrendo. Essas pessoas de boa vontade mostram que agindo em conjunto somos fortes e realmente podemos fazer acontecer”, declarou a desembargadora.
 
Mutirão – Desde o início do Mutirão DPVAT em 31 de agosto, foram realizadas 16 etapas de análise de processos em 14 fóruns do Estado (Rondonópolis, Campo Verde, Tangará da Serra, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Araputanga, Pontes e Lacerda, Água Boa, Várzea Grande, Juína, Sinop, Peixoto de Azevedo e Cuiabá). As comarcas de Peixoto de Azevedo e da Capital receberam duas edições devido ao alto número de processos pendentes.
 
Na primeira etapa em Cuiabá foram cinco dias de trabalho e desta vez dois dias. Um dos segurados atendidos na quinta-feira (06), foi o auxiliar de limpeza, Francisco Pereira da
 
Conceição. Em 2019, ele sofreu um acidente de moto, fraturou o braço e o pé. Ficou 90 dias afastado do trabalho e até hoje sofre com as sequelas deixadas com o ocorrido. “Pegar qualquer coisa acima da cabeça meu braço esmorece. Este mutirão ajudou muito, tanto tempo esperando esse seguro. Vai fazer bastante diferença na minha vida financeira. Meu maior prazer será sai daqui hoje com o beneficio em mãos.”
 
O gestor do Núcleo de Atuação Estratégica (NAE), Eduardo Graça, explicou que o mutirão acelerou os casos por meio de uma triagem inicial, perícia e acordos entre as partes e advogados da seguradora. “Tais procedimentos foram essenciais para acelerar os processos”, informou.
 
O mutirão contou com a participação efetiva da Seguradora Líder e outros parceiros, incluindo as Diretorias do Fórum, que cederam espaço e servidores em 14 comarcas do Estado para atendimento aos cidadãos em busca de justa e legal indenização.
 
Os organizadores entregaram certificados de agradecimento à juíza diretora do Fórum de Cuiabá, Edleuza Zorgetti Monteiro da Silva; à gestora geral Giselda Rosa Fernandes Silva Spínola; às servidoras da Central de Processamento Eletrônico (CPE): Nathalia Ferreira Miranda e Cristiane Moraes Ramalho Fares; à assessora de projetos da CGJ, Maria José Ferreira de Lima Shimakawa; ao gestor do NAE, Eduardo Graça; às servidoras do Núcleo de Cooperação: Larissa Shimoya Krahn e Débora Chiodelli; aos estagiários Laryanne Ramos de Souza e Douglas de Moraes Franco; além do advogado da Segurado Líder, Paulo Vinício Porto de Aquino.
 
Os demais servidores das comarcas que colaboraram com o Mutirão DPVAT irão receber seus certificados de agradecimento pelo correio eletrônico.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens. Foto 1 – corregedor-geral da Justiça declara encerrado mutirão DPVAT e agradece empenho ao lado da desembargadora supervisora do Núcleo de Cooperação e da juíza diretora do Foro de Cuiabá. Foto 2 – Autoridades e servidores com certificados de agradecimento. Foto 3 – Auxiliar de limpeza concede entrevista sobre importância do mutirão.
 
Alcione dos Anjos 
Assessoria de Comunicação da CGJ/TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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