CUIABÁ

POLÍCIA

Criminoso foragido de MT é localizado após investigações vivendo em apartamento de luxo em frente à praia de Fortaleza

Publicados

POLÍCIA

Um criminoso de alta periculosidade e procurado pela Polícia Civil de Mato Grosso foi preso nesta quarta-feira (29.11), em um flat residencial de luxo na Praia de Meireles, em Fortaleza. Informações apuradas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) apontaram que Fábio Barbosa Freres estava se escondendo na capital cearense e hospedado, atualmente, em um prédio em frente à praia, em uma localização privilegiada da cidade.

Com as informações de que o foragido estava com a esposa no Nordeste, a equipe de investigação da GCCO solicitou o apoio da Assessoria de Inteligência da Polícia Militar em Fortaleza e passou o endereço do flat onde Fábio estava hospedado, um prédio na Avenida da Abolição.

O criminoso foi alvo da Operação Conexão 15 neste ano, e estava com mandados de prisão em aberto expedidos pelas Comarcas de Pontes e Lacerda e Tabaporã. Conforme a investigação da Polícia Civil, ele é considerando uma importante liderança de uma facção criminosa que atua nas cidades de Pontes e Lacerda, Campo Novo dos Parecis, Juara, Sapezal e Tangará da Serra.

Leia Também:  Polícia Militar registra redução de criminalidade no primeiro trimestre em Cuiabá

Vida de luxo

A GCCO apurou que antes de morar em Fortaleza, o criminoso passou pelo estado do Maranhão. Segundo as investigações, por se tratar de líder da organização criminoso e com posição de destaque, o foragido usufruía de privilégios. Além de se hospedar em um flat de luxo, ele andava com um veículo Land Rover Evoque, em nome de ‘laranja’.

Ao ser abordado pela equipe da Cotam da PM, o criminoso apresentou uma identidade falsa, em nome de Tiago Barbosa Gamarra, expedida no Pará.

Conduzido a uma unidade da Polícia Civil em Fortaleza, Fábio foi autuado em flagrante pelos crimes de uso de documento falso e falsa identidade, além de ser dado cumprimento aos mandados de prisão de Mato Grosso.

Fonte: Policia Civil MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍCIA

Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

Publicados

em

Reprodução

Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

Leia Também:  PM prende dupla suspeita por sequestro, homicídio e apreende armas em Sorriso

A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

Leia Também:  "Denúncias são importantes para que o Estado alcance e ampare as vítimas", afirma coordenadora da Patrulha Maria da Penha

Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA