MATO GROSSO
Desfile apoiado pela primeira-dama Virginia Mendes valoriza a cultura e a arte afro em MT
MATO GROSSO
Além do desfile, foram entregues homenagens com Moção de Aplausos e o troféu Mãe Bonifácia, a primeira-dama Virginia Mendes e outras 38 personalidades foram agraciadas.![]()
O desfile Afro Fashion, conforme o projeto, tem como propósito transformar vidas de jovens afrodescendentes, valorizando a cultura, arte e beleza. A plateia teve o privilégio de assistir a 50 modelos, incluindo crianças, jovens e adultos, preparados pela empresa Rondon Models Produções e Eventos.
Nesta edição, a expressão da cultura afro foi o ponto central do evento. A primeira-dama Virginia Mendes enfatizou que todas as pessoas, independentemente de cor ou diversidade, têm o direito de estar onde desejam.![]()
“Todas as pessoas, independente da etnia, cor, religião, merecem estar onde desejarem. O evento, além de belo, nos convida à reflexão sobre o que temos feito em relação ao racismo e qual é o nosso posicionamento diante das barbáries que ainda testemunhamos. Agradeço ao deputado Paulo Araújo pela parceria, ao querido Marcelo Rondon e a todas as pessoas que contribuíram para a realização deste evento”, afirmou a primeira-dama.![]()
O governador Mauro Mendes destacou a importância de reconhecer a cultura afro. “Receber todos vocês aqui no Palácio Paiaguás é uma grande alegria, num momento de reconhecimento e manifestação cultural. Nossa cultura afro é fundamental no Brasil e extremamente importante em Mato Grosso. É essencial que o Estado, a sociedade e todos nós compreendamos a diversidade plural do nosso país”, declarou.
O deputado estadual Paulo Araújo enfatizou a importância da ação coletiva para a realização do evento. “Essa ação é extremamente importante para o nosso Mato Grosso. Agradeço à primeira-dama Virginia Mendes por abraçar essa causa, ao governador Mauro Mendes por todo o apoio, ao idealizador Marcelo Rondon por nos dar a oportunidade de ajudar a realizar este lindo evento e a todas as pessoas que contribuíram para este resultado”.![]()
Marcelo Rondon anunciou que, a partir deste evento, o projeto entra para o rol de eventos oficiais. “O evento foi incrível, a palavra é gratidão. Foi maravilhoso sermos recebidos aqui no Palácio Paiaguás. Agora, o Mato Grosso Fashion Day realmente entrou para a honraria dos melhores eventos do Estado”.![]()
O jornalista Raul Lázaro recebeu uma Moção de Aplausos em reconhecimento ao trabalho voluntário prestado a pessoas em situação de rua e dependentes químicos. “Há nove anos estou com o projeto ‘Hip Hop Combate as Drogas’, levando uma mensagem de esperança, amor e caridade. Agradeço a oportunidade de estar aqui no evento e receber esta homenagem das mãos da primeira-dama Virginia Mendes foi muito especial”.![]()
A poetisa e presidente Imortal da Academia Mato-grossense de Letras, Luciene de Carvalho, recebeu uma Moção de Aplausos e exaltou a vitrine de oportunidades proporcionada pelo Palácio Paiaguás a todos os participantes.
“Agradeço de coração o reconhecimento e ressalto que foi muito interessante a forma como o Palácio Paiaguás acolheu a diversidade. A primeira-dama Virginia Mendes é uma mulher empoderada e comprometida com essa causa, sendo uma influência positiva”.
Nesta edição, o Desfile Afro Fashion arrecadou caixas de leite que serão doados para a Associação de Apoio aos Pacientes Oncológicos de Cuiabá, com atendimento de mais de 1.400 pacientes por mês.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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