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PIB mato-grossense fica 54,9% acima da média nacional, revela IBGE

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O Mato Grosso é o segundo estado do Brasil com o maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita, registrando R$ 65.426,10 por pessoa. Esse valor está 54,97% acima da média nacional, que foi de R$ 42.247,52.

O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas no estado e, quando dividido pelo número de habitantes, resulta no PIB per capita. Esses dados foram publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas Contas Regionais.

Comparado ao ano anterior, Mato Grosso melhorou sua posição no ranking, ultrapassando São Paulo e ficando atrás somente do Distrito Federal.

De acordo com o IBGE, em 2002, a participação de Mato Grosso no Valor Agregado Bruto (VAB) do Brasil — a contribuição de cada setor econômico para o total produzido no estado — era de 0,86%. Em 2021, essa participação cresceu para 1,55%.

O crescimento expressivo do PIB brasileiro, atingindo a marca de R$ 9 trilhões e um aumento de 4,8% em volume após a queda de 2020, foi um alento para a economia, sobretudo após os impactos negativos da pandemia de COVID-19.

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Dentre os setores econômicos, a Agropecuária se manteve estável em volume, enquanto a Indústria e os Serviços registraram crescimentos de 5,0% e 4,8%, respectivamente.

Pelo segundo ano consecutivo, o PIB de Mato Grosso cresceu e o estado avançou no ranking nacional, devido ao ganho relativo da agropecuária.

De 2002 a 2021, o PIB de Mato Grosso em volume teve a segunda maior variação positiva, de 4,5% ao ano, enquanto o PIB em volume do Brasil teve aumento médio de 2,1% ao ano. Tocantins aparece com a maior variação positiva, de 4,7%. Com isso, no período de 19 anos, o Estado subiu quatro posições na participação percentual no PIB brasileiro passando de 15º para a 11ª colocação.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, observou que houve um aumento significativo dessa participação ao longo do tempo, mostrando um crescimento econômico de Mato Grosso em comparação com o resto do país.

“Mato Grosso mostrou um aumento consistente na variação em volume do PIB nos anos anteriores (2,0% em 2018, 1,9% em 2019 e 2,3% em 2020), e em 2021 esse crescimento foi ainda mais notável, atingindo 2,6%%. O estado experimentou um crescimento notável em sua variação acumulada do PIB ao longo do período de 2002 a 2021, aumentando de 1,3% para 2,6%. A média anual de crescimento do PIB de Mato Grosso ao longo desses 19 anos foi de 4,5%, segunda melhor média nacional, atrás apenas de Tocantins (4,7%)”, comemorou o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.

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Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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