MATO GROSSO
SES capacita profissionais de saúde para atuarem como doutores palhaços em hospitais
MATO GROSSO
A capacitação integra o projeto Saúde com Alegria: Doutores Palhaços no Estado de Mato Grosso, idealizado pela Superintendência de Atenção à Saúde da SES, por meio da Coordenadora de Promoção e Humanização da Saúde.
A nutricionista do Hospital São Benedito, Elem Cristina da Silva, fez o curso e conta que já desenvolvia as suas atividades laborais de forma descontraída e alegre por meio de uma visita nutricional com abordagem mais informal.
“Os pacientes ficam muito felizes com isso, mas a partir do curso eu pude me qualificar melhor e aprendi a fazer as brincadeiras de forma caracterizada, porque antes eu não me caracterizava. Para mim, todo esse trabalho é fundamental não só para os pacientes, mas também para os médicos, enfermeiros, cozinheiras e outros funcionários, como da limpeza, que também entram na brincadeira”, diz a aluna.
A enfermeira da ala pediátrica do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, Adélia da Cunha Alves, decidiu fazer a capacitação porque se viu obrigada a colaborar com um momento de mais diversão aos pacientes. “Vi a necessidade que as crianças e os adultos internados têm de um momento de alegria num período de tanto sofrimento e dor, e esse curso foi ao encontro do que eu estava desejando”, afirma.
Conforme o superintendente de Atenção em Saúde, Diógenes Marcondes, a gestão está empenhada no acolhimento dos pacientes e seus familiares.
“O secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, e o governador Mauro Mendes são sensíveis a esta área da saúde e apoiam a nossa missão de tornar o serviço e atendimento mais acolhedor e humanitário”, diz o gestor.
A coordenadora de Promoção e Humanização da Saúde, Jane Vivas, explica que a qualificação visa preparar os profissionais para auxiliarem no alivio da dor dos pacientes hospitalizados.
“A saúde é um bem precioso que todos nós buscamos preservar ao longo de nossas vidas. No entanto, quando a doença se instala, é necessário não apenas cuidar dos aspectos físicos, mas também proporcionar cuidados emocionais e psicológicos aos pacientes. E esse projeto vai de encontro a essas necessidades que não são, muitas vezes, palpáveis e visíveis”, entende Jane.
Os Doutores Palhaços são profissionais da saúde que utilizam técnicas de palhaçaria para levar alegria, risos e esperança aos pacientes em hospitais, clínicas e instituições de cuidados paliativos. A atividade também é considerada uma ferramenta terapêutica, pois proporcionando descontração e alívio.
“Esses benefícios não se limitam apenas aos pacientes, mas também se estendem aos profissionais de saúde e familiares envolvidos no processo do cuidado”, acrescenta Jane.
Participaram do curso servidores do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá e Hospital Municipal São Benedito. Durante os dois meses do curso, eles aprenderam a parte teórica da atividade, como a criação do palhaço e sua especialidade; preparação do ambiente; expressão verbal e corporal, entre outros.
No decorrer da capacitação também foi trabalhada a prática de ser doutor palhaço. Entre os temas debatidos neste módulo estão: a lógica do palhaço de hospital, estratégia de atuação no leito, maquiagem e figurino apropriados e simulação de visita ao Hospital.
Projeto nos Hospitais Regionais
A SES já implementou o projeto Doutores Palhaços nos Hospitais Regionais de Sorriso, Sinop e Rondonópolis. Um balanço do primeiro semestre deste ano mostra que na unidade de saúde de Sorriso um total de 558 pessoas, entre pacientes e familiares, foram impactadas com a iniciativa. Já em Sinop foram alcançadas 405 pessoas com as atividades de palhaçaria. O projeto no Hospital Regional de Rondonópolis foi implantado no mês de agosto e o balanço da ação deve ser concluído nos próximos dias.
A integrante da equipe que coordena o projeto na SES, Aurea Kelly, enfatiza a importância da ação na recuperação da saúde dos pacientes. “A alegria proporcionada por esses profissionais contribui para diminuir o estresse e a ansiedade dos pacientes, auxiliando no alívio da dor e na melhora do bem-estar geral”, afirma.
Aurea ainda destaca que o trabalho melhora também o ambiente hospitalar. “As brincadeiras criam um ambiente acolhedor, descontraído, afetuoso e positivo, onde os pacientes se sentem mais confortáveis e dispostos a enfrentar os desafios que a doença impõe, melhorando a relação entre pacientes, familiares e servidores da saúde envolvidos”.
Segundo a servidora, a liberação de hormônios como a endorfina e serotonina – substâncias que trazem a sensação de bem-estar, prazer e alegria -, promovem uma sensação positiva, com influencia diretamente na saúde física e mental de todos os envolvidos.
“Isso estimula e fortalece o sistema imunológico através da inibição do hormônio cortisol, que é o principal responsável por sentimentos negativos como a ansiedade, o estresse e o medo. Desta forma, os Doutores Palhaços são agentes da medicina complementar, colaborando também na medicina tradicional”, finaliza.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.
Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.
Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte.
O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite.
Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.
Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual.
Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.
Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.
Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária.
Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.
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