POLÍCIA
Polícia Civil prende três e desarticula esquema de furto de calcário com prejuízo de R$ 1 milhão
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Dois dos investigados eram funcionários da empresa e foram autuados em flagrante pelo crime de furto qualificado pelo concurso de pessoas e pelo abuso de confiança. O terceiro envolvido, proprietário de uma empresa transportadora, responderá por furto qualificado pelo concurso de pessoas.
As investigações iniciaram no dia 06 de outubro quando o gerente da empresa de calcário localizada no distrito de Bauxi, entre os municípios de Jangada e Rosário Oeste, procurou a Polícia para comunicar que havia descoberto um sofisticado esquema de desvio de cargas de calcário, em que os funcionários da balança liberavam caminhões carregados, sem a devida pesagem e emissão de nota fiscal.
Diante das evidências, na terça-feira (10), os policiais da Delegacia de Rosário Oeste montaram cerco na estrada do calcário, conseguindo realizar a abordagem de um caminhão que foi carregado na empresa e estava sem a nota fiscal da mercadoria. Questionado, o motorista revelou que os funcionários da balança disseram que enviariam a nota por e-mail e que no dia anterior havia feito outro carregamento em que o procedimento foi o mesmo.
Diante dos fatos, os policiais foram até a empresa onde foi confirmada a situação irregular e realizada a prisão em flagrante de dois funcionários envolvidos no esquema, responsáveis pela pesagem dos caminhões, assim como pela emissão das notas fiscais.
Em continuidade às diligências, os policiais realizaram a prisão do dono da transportadora responsável pelos carregamentos. O suspeito também teve a participação identificada no esquema, uma vez que além do caminhão apreendido na data do flagrante, outros dois caminhões da mesma empresa foram carregados de forma irregular.
Diante dos fatos, os suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Rosário Oeste, onde após serem interrogados pelo delegado Antenor Júnior Pimentel Marcondes foram autuados em flagrante pelo crime de furto qualificado.
O delegado também representou pelas quebras de sigilo bancário e telefônico e indisponibilidade de valores e sequestro de bens dos investigados, que foram deferidos pela Justiça.
As investigações seguem em andamento para identificar outras ações praticadas pelos suspeitos, assim como a participação de outras pessoas no crime.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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