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Diretor e delegada regional visitam obras da nova Delegacia de Campo Novo do Parecis

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O diretor de Execução Estratégica, Mário Dermeval Aravechia de Resende, e a delegada Regional de Tangará da Serra, Alessandrah Marquez Alecrim, visitaram na segunda-feira (08.10), as obras do novo prédio em que será instalada a Delegacia de Campo Novo do Parecis.

A nova unidade contará com uma estrutura de mais 653 m ² possibilitando a instalação de uma delegacia de grande porte para o município.

A delegacia contará com cartórios para os escrivães, salas para delegados, recepção para atendimento ao cidadão, celas para presos provisórios e outras instalações visando a melhor acomodação dos servidores e da população.

O projeto da nova delegacia foi aprovado pela Polícia Civil em 2022, após negociações com a Prefeitura de Campo Novo do Parecis, responsável pelo repasse de verbas para as obras, que tem o custo estimado de R$ 2,4 milhões. A construção iniciou em janeiro de 2023 com previsão de conclusão das obras em julho de 2024, podendo ser concluída antes.

O diretor de Execução Estratégica destacou que a construção traz um ambiente adequado para o desenvolvimento do trabalho policial e o novo prédio será entregue dentro de todos os critérios de padronização da polícia Civil.

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“A Polícia Civil em parceria com outros órgãos vem trabalhando na modernização das delegacias, por meio de construção de novos prédios e/ou reformas nas unidades, trazendo o diferencial do atendimento ao público e a dignidade para o servidor que desempenha seus trabalhos na unidade”, destacou.

Para o delegado de Campo Novo do Parecis, Alexandre Segreto, a construção da nova unidade é uma marco para a Polícia Civil na cidade. “A nova sede da delegacia vai oferecer a população local um atendimento de excelência, contando com salas de atendimento para mulheres vítimas de violência doméstica e de pessoas vulneráveis, bem como proporcionar aos servidores públicos um local adequado para a realização da persecução criminal”, destacou.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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