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Polícia Civil identifica mãe de recém-nascido abandonado em igreja em Cuiabá

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), identificou a mãe de um recém-nascido que abandonou o bebê, no último dia 05 de outubro, em uma igreja no bairro Jardim Imperial, em Cuiabá.

A mulher de 36 anos é casada e escondeu a gravidez do marido e de toda família, dizendo que estava acima do peso. Após ser descoberta, ela chegou a dizer para irmã que ouvia uma voz para matar a criança, mas que decidiu ter o filho sozinha e entregar para adoção.

As investigações conduzidas pela Deddica iniciaram logo após a comunicação dos fatos, quando o coordenador da paróquia procurou a polícia para relatar que uma mulher havia abandonado um bebê com poucos dias de vida na igreja.

Durante as diligências, a equipe de investigadores identificou o veículo de aplicativo que deixou a mulher na igreja, descobrindo que momentos antes, ela estava no Conselho Tutelar, onde chegou a preencher uma ficha com seus dados, porém foi embora do local, optando por abandonar a criança na paróquia no bairro Jardim Imperial em Cuiabá.

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No dia seguinte, quando passaram a circular os vídeos em que a mulher abandonava o bebê, ela foi reconhecida pela irmã, que a colocou contra a parede, momento em que ela confessou à família sobre a gestação e o parto secretos. Ela revelou à irmã que teve o bebê sozinha e que chegou a pensar em matar o filho, porém optou pela entrega.

Com informações da identidade, os policiais da Deddica tentaram entrar em contato com a mãe da criança, porém ela se recusava a atender, sendo somente possível o contato com ela por meio do marido. A investigada está sofrendo com distúrbios mentais e foi encaminhada ao psiquiatra e está recebendo suporte médico, para que tenha condições de ser ouvida sobre os fatos.

Com a identificação da mãe da criança, as investigações da Deddica continuam para apurar outros fatos, como as circunstâncias do parto (como, onde e quando) e qual a motivação da investigada ter escondido a gestação e abandonado o filho recém-nascido.

A Polícia Civil também apura a informação de que a investigada já teria abandonado outro bebê anteriormente, há aproximadamente cinco anos, quando outro recém-nascido foi encontrado dentro de uma caixa de sapatos, também no bairro Jardim Imperial.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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