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Fortaleza surpreende e vence São Paulo por 2 a 1 no Morumbi pelo Brasileirão

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O Fortaleza surpreendeu e derrotou os reservas do São Paulo por 2 a 1 no Morumbi, pelo Brasileirão, em uma noite em que James Rodríguez teve um papel de vilão e quase se tornou o salvador antes da decisão da Copa do Brasil.

Zé Welison abriu o placar para o Fortaleza aos 15 minutos do primeiro tempo, e Lucero ampliou de pênalti aos 7 minutos do segundo tempo. James Rodríguez descontou para o São Paulo, mas também desperdiçou um pênalti e acertou a trave em uma falta cobrada.

Com a vitória, o Fortaleza chegou a 38 pontos e se aproximou do G6, ocupando agora a sétima posição, apenas dois pontos atrás do Flamengo. Já o São Paulo estacionou nos 28 pontos e acumula oito jogos sem vencer no Brasileirão. O time comandado por Dorival Jr. ocupa a 13ª colocação e está apenas a quatro pontos da zona de rebaixamento.

Apesar dos reservas em campo, o São Paulo dominou a partida desde o início, controlando a posse de bola e pressionando o adversário em seu campo de defesa. No entanto, o Fortaleza foi mais eficiente e marcou em sua única finalização a gol no primeiro tempo. Mesmo assim, o São Paulo teve chances de empatar, acertando o poste duas vezes e desperdiçando um pênalti com James Rodríguez.

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No segundo tempo, o Fortaleza ampliou com um pênalti marcado após jogada individual de Marinho. O São Paulo ainda descontou com James Rodríguez, mas não conseguiu uma reação suficiente para buscar o empate.

Destaque para as defesas do goleiro João Ricardo, do Fortaleza, que evitou que o São Paulo marcasse mais gols, espalmando uma bomba de Michel Araujo e se esticando para salvar um cabeceio de Luciano.

No final, o Fortaleza garantiu a vitória por 2 a 1, deixando o São Paulo em uma situação complicada no campeonato.

Ficha técnica
São Paulo 1 x 2 Fortaleza

Competição: 24ª rodada do Brasileirão
Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data e hora: 20 de setembro de 2023, às 21h30
Árbitro: Yuri Elino Ferreira
Assistentes: Luiz Claudio Regazone e Lilian da Silva Fernandes
VAR: Carlos Eduardo Nunes
Amarelos: Titi, Zé Welison, Diego Costa, João Ricardo, Nathan Mendes, Marinho, Thiago Galhardo e Pedro August

Gols: Zé Welison, aos 15’/1ºT, Lucero, aos 7’/2ºT, e James Rodríguez, aos 32’/2ºT

São Paulo: Jandrei; Nathan, Alan Franco, Diego Costa e Welington; Luan, Gabriel Neves, Michel Araújo e James Rodríguez; Luciano e Juan. Técnico: Dorival Junior

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Fortaleza: João Ricardo; Tinga, Brítez, Titi e Bruno Pacheco; Zé Welison, Caio Aexandre e Pochettino; Marinho, Lucero e Guilherme. Técnico: Juan Pablo Vojvoda

Fonte: Esportes

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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