MATO GROSSO
Setembro Amarelo: Tribunal de Justiça reúne especialistas para falar sobre prevenção ao suicídio
MATO GROSSO
Falar é preciso! E foi em tom de diálogo, conversa boa e muita informação que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso promoveu na tarde desta terça-feira (12 de setembro), uma roda de conversa com a participação de especialistas da área de saúde emocional. O encontro foi realizado no Auditório Desembargador Gervásio Leite, na sede do Judiciário, em Cuiabá, com a presença de magistrados(as) e servidores(as) do Tribunal de Justiça e transmissão para as 79 comarcas no interior do Estado. A ação faz parte das iniciativas realizadas em apoio à campanha de prevenção ao suicídio e valorização da vida, ‘Setembro Amarelo’.
“Nós queremos que todos sejam cumprimentados e envolvidos em um afetuoso abraço fraterno e sintam-se diretamente acolhidos e abraços, um por um dos que estão aqui, da mesma forma, aqueles que nos acompanham virtualmente em nossas comarcas. E é com esse clima de alegria e celebração da vida, que nos dedicamos para a finalidade maior, que é a vida. Quero parabenizar e agradecer os profissionais que se disponibilizaram a estar conosco, e que em suas profissões, tem o dom de olhar as pessoas como um ser que realmente necessita expressar de uma forma mais positiva, seus sentimentos, e mais que isso, ser compreendido nas suas necessidades e sentimentos. Muitas vezes nós estamos tão atribulados, ou mesmo com o rolo compressor da vida sobre nós, que somos levados sem termos tempo para reflexões mais profundas, e principalmente, para celebrar e viver a vida. Celebrar o nosso ‘eu sagrado’, o divino que em todos nós habita, porque fomos criados na mesma fonte divina”, refletiu a desembargadora Clarice.
Formado por um grupo voluntário de servidores do Poder Judiciário, o Grupo de Teatro do Tribunal de Justiça, foi criado em 2016 com uma meta bem simples: levar arte, amor e vida por onde passar. Hoje o grupo tem a participação de 15 servidores de diferentes áreas, que também desenvolvem trabalhos ligados ao meio ambiente, economia e sustentabilidade, todas voltadas para a conscientização do público interno.
“A vida pode e deve re-existir no momento mais difícil que podemos estar. São nos momentos de seca, de desespero, de aridez, de escassez que a vida brota. O ipê amarelo na seca é a única arvore que se destaca no cerrado, quando toda vegetação está seca, sem folhas e frutos, o ipê desabrocha, impávido, altivo, valente, e assim precisa ser a vida. E o ipê não precisa olhar para as arvores ao lado, ele precisa ser sua própria inspiração, é nesse momento que precisamos nos silenciar e nos interiorizar. O ipê representa o renascer em tempos difíceis. Qual o exemplo que a natureza nos dá: que sempre há vida na adversidade! As pessoas que tentam contra a vida, elas não querem morrer, elas querem viver, e nesse processo, muitas vezes, o desespero não permite que elas encontrem a beleza que há dentro delas. São nos tempos difíceis que precisamos aumentar os níveis de poesia e doçura”, serenou Werley Peres. Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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