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Polícia Militar prende quadrilha e recupera dois veículos roubados de lava jato em Cuiabá

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A Polícia Militar prendeu em flagrante quatro homens e apreendeu um adolescente suspeitos de roubarem veículos de um lava jato, na noite desta segunda-feira (11.09). Dois carros foram recuperados e um veículo utilizado pela quadrilha e uma arma de fogo apreendidos, na região do Trevo do Lagarto, em Várzea Grande.

Por volta de 23h, as equipes da PM receberam informações via Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) sobre um roubo ocorrido em um lava jato, no bairro Cidade Alta, em Cuiabá. A denúncia era de que uma quadrilha tinha levado cinco veículos roubados do estabelecimento e seguido pela BR-070, em direção a Cáceres.

Os agentes do 4º Batalhão e do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) se deslocaram para a região informada na busca dos criminosos e localizaram um Jeep Renegade, abandonado em uma região de mata às margens da rodovia federal.

Nas buscas, o 4º BPM conseguiu identificar um Corolla, com cinco pessoas, em alta velocidade, retornando para Várzea Grande. A quadrilha desobedeceu as ordens de parada da polícia, furaram os bloqueios realizados no Trevo do Lagarto e entraram na cidade.

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Já no bairro Jardim Eldorado, os criminosos desceram do veículo, tentaram fugir a pé e todos foram detidos. Com eles, os policiais encontraram objetos pessoais e um revólver calibre .32, com quatro munições.

Questionados, eles disseram que os outros veículos teriam sido entregues para outros integrantes da quadrilha, que teriam fugido por outras direções. Os criminosos ainda disseram que teriam utilizado um veículo Fiat Uno na ação. Esse veículo apontado por eles foi encontrado e apreendido, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a cerca de 30 quilômetros do Trevo do Lagarto.

Os presos foram conduzidos para a Central de Flagrantes de Cuiabá e a polícia continua em busca dos outros envolvidos e tenta recuperar os outros veículos roubados.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: PM MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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