POLÍCIA
Quadrilha de roubo de cargas de grãos no sul do estado é alvo de operação da Polícia Civil
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O nome da operação faz referência ao modo como os envolvidos nas ações criminosas se referiam ou roubo de grãos, um negócio altamente lucrativo.
A investigação da Derf de Rondonópolis apontou que a quadrilha que atuava no roubo de cargas de grãos é liderada por J.G.D.S., de 53 anos. Junto com outros cinco comparsas, eles atuaram no roubo de cargas e receptação. Um deles trabalhava na área de logística de transportes e, a partir de informações privilegiadas, organizava os roubos junto com o líder do grupo.
Com o avanço das investigações, a equipe da Def identificou uma associação criminosa voltada à a delitos como roubo majorado pelo concurso de pessoas, com restrição de liberdade das vítimas e emprego de violência, além de adulteração de sinal identificador de veículo automotor, posse e porte ilegal de arma de fogo.
Roubo violento
A Polícia Civil iniciou a investigação a partir de um roubo de uma carga de 36 toneladas de soja em grão, em março deste ano. O motorista foi abordado por quatro criminosos quando passava por um trecho da BR-163, próximo à administradora do terminal da ferrovia. Ao reduzir para passar em um quebra-molas, a vítima foi rendida pelos criminosos armados e vendada. Em seguida, o motorista foi colocado em um carro e levado a um cativeiro, sendo ameaçado com arma de fogo até a tarde do mesmo dia. Depois, foi retirado da casa e levado até a ponte nova do Rio Vermelho.
A investigação apontou que depois de roubar o veículo, os criminosos desacoplaram o trator do semirreboque e o abandonaram. O semirreboque foi novamente acoplado em outro caminhão, um modelo Iveco, de propriedade do líder da quadrilha e seguiria até Primavera do Leste, destino final da carga roubada. Contudo, o caminhão com a carga foi localizado, abandonado, pela Polícia Militar na cidade de Poxoréu, após o motorista fugir quando os policiais rodoviários abordaram anteriormente um veículo Hiunday Creta que fazia a função de ‘batedor’ e escolta da carga roubada.
Durante a investigação, a polícia apurou que as placas do caminhão eram clonadas de um veículo cujo proprietário é da cidade de Sorriso, no norte do estado.
“Apuramos diversos indícios de que J.G. fornece o cavalo trator para ser utilizado na subtração de cargas de grãos, inclusive, com indícios da prática de adulteração de sinal identificador de veículo automotor”, pontuou o delegado Santiago Sanches.![]()
Integrantes
A Derf identificou todos os integrantes da quadrilha e os respectivos papéis de cada um nas ações criminosas efetuadas pelo grupo. T.G., de 36 anos, trabalha na área de logística de transportes em Rondonópolis e organizava os crimes com informações privilegiadas obtidas sobre carregamentos das cargas de grãos. Já o líder do grupo, que é proprietário dos caminhões, fornecia os veículos para o transbordo de cargas roubadas.
V.N.T, de 27 anos, atuava como motorista do grupo criminoso, dirigindo o veículo que fazia o transbordo de cargas, além de dirigir o caminhão das vítimas até os locais onde foram abandonados após os crimes.
W.L.L., de 37 anos, que está foragido, e M.M.D,L., de 31 anos eram os responsáveis pela abordagem da vítima roubo da carga, além de escoltar o veículo do líder da quadrilha até o destino final da carga. A esposa do motorista da quadrilha, H.A.M.N., de 40 anos, foi identificada como a proprietária da residência utilizada para manter a vítima em cárcere privado até o final do transporte da carga.
Durante o cumprimento dos mandados nesta terça-feira, a equipe da Derf apreendeu na residência da investigada, no Jarim Assunção, porções de entorpecentes. Ela foi autuada em flagrante por tráfico de drogas.
Os delegados Santiago Sanches e Dyulriman Andrade Filho explicam que as apreensões vão auxiliar a investigação na obtenção de outras provas que corroboram a autoria dos crimes apurados.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia Civil cumpre 26 ordens judiciais contra grupo criminoso envolvido com tráfico e lavagem de capitais
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8.10), a Operação Fio para cumprimento de 26 ordens judiciais contra um grupo criminoso investigado pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.
Ao todo, são cumpridos nove mandados de busca e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e 12 ordens judiciais de bloqueio de ativos financeiros, expedidas pela Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo da Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
Os mandados são cumpridos simultaneamente em Cuiabá, Várzea Grande e Mirassol D’Oeste, em Mato Grosso, e Litoral Sul de São Paulo. A operação conta com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo/Santos, Delegacia de Mirassol d’Oeste e Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor).
Investigações
As ordens judiciais são decorrentes de investigação conduzida pela Polícia Civil que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento com o tráfico de entorpecentes e com a movimentação de recursos relacionados às atividades criminosas.
No curso das apurações, foram reunidos elementos que indicam a participação de diferentes investigados na atividade criminosa, além de indícios de movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada de alguns dos envolvidos e possível utilização de pessoas físicas e jurídicas para circulação e ocultação de valores.
Entre os alvos está um investigado que teria deixado a região de Cuiabá após sofrer uma tentativa de homicídio em um hotel de Várzea Grande. Na ocasião, homens armados invadiram o estabelecimento e efetuaram diversos disparos em sua direção, porém ele não foi atingido. Posteriormente, o investigado teria se deslocado para outra localidade.
As circunstâncias do atentado e eventual relação do episódio com a atividade do tráfico e outras situações apuradas dentro na Operação Fio permanecem sob investigação.
Descapitalização financeira
As 12 medidas de bloqueios de bens possuem limites definidos conforme a situação de cada alvo. Para alguns investigados, foi autorizado o bloqueio integral dos ativos financeiros eventualmente localizados, enquanto, para outros, foram estabelecidos limites individualizados, com valores aproximados de R$ 300 mil, podendo alcançar R$ 1,4 milhão no maior limite individual fixado.
As medidas cautelares buscam interromper a atuação criminosa investigada, preservar elementos de prova e evitar a eventual dissipação de ativos que possam estar relacionados aos delitos apurados.
As investigações prosseguem, especialmente com a análise dos novos elementos que forem arrecadados durante o cumprimento das medidas judiciais, visando ao aprofundamento das apurações e à conclusão da investigação.
A ação reforça a atuação permanente da Polícia Civil no enfrentamento às facções criminosas e ao tráfico de drogas, assim como a importância da participação da sociedade no fornecimento de informações que possam contribuir para a identificação e responsabilização de pessoas envolvidas em atividades criminosas.
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