CUIABÁ

AGRONEGÓCIO

Começa hoje, em Pelotas, o 33° Congresso Brasileiro de Agronomia

Publicados

AGRONEGÓCIO

De hoje (12.09) até sexta-feira (15) a cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, será o epicentro de discussões cruciais para a engenharia agronômica no Brasil.

O 33º Congresso Brasileiro de Agronomia (CBA) promete ser um evento marcante, reunindo profissionais e especialistas do setor para debater questões fundamentais relacionadas à formação, atribuições e exercício profissional dos engenheiros agrônomos.

Sob o tema “Formação, atribuições e exercício profissional pleno da Agronomia no mundo em transformação”, o congresso explorará a amplitude e a importância das atribuições dos engenheiros agrônomos, de acordo com o Decreto nº 23.196, de 1933. O evento contará com uma programação diversificada, abordando tópicos cruciais para a profissão.

Um dos principais destaques da programação é a discussão sobre a organização internacional e as políticas para a agricultura e alimentação.

Além disso, temas como cooperativismo, inovação e revolução tecnológica, enfrentamento às mudanças do clima, formação e atribuição profissional, Receituário Agronômico, Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU estarão em pauta.

O evento também oferecerá atividades extras que enriquecerão a experiência dos participantes. Além do Encontro de Coordenadores de Cursos de Agronomia, haverá um encontro de estudantes de Agronomia e visitas técnicas a instalações da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), uma unidade de olivicultura e industrialização de azeite, uma lavoura de arroz irrigado, uma indústria de parborização de arroz e o porto de Rio Grande.

Leia Também:  Inflação desacelera, mas mercado continua pessimista e prevendo alta

Os participantes terão a oportunidade de explorar o Centro Histórico de Pelotas e visitar o prédio da antiga Escola de Agronomia Eliseu Maciel, onde um dos mais antigos cursos de Agronomia do país foi criado.

Paralelamente está sendo realizado também o IV Encontro Brasileiro de Coordenadores de Cursos de Agronomia, que visa promover uma articulação de ações em prol da qualidade do ensino e da formação de engenheiros agrônomos.

Os participantes discutem temas relevantes, como demanda, evasão e retenção de estudantes, acreditação de cursos, certificação profissional e o convênio entre o Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia) e a Sociedade Americana de Agronomia (SAA/EUA).

Os eventos contarão com o apoio do Confea, que fornecerá patrocínio e locação de estande. Espera-se que o 33º CBA e o IV Encontro Brasileiro de Coordenadores de Cursos de Agronomia catalisem debates construtivos e promovam avanços significativos na área da engenharia agronômica, preparando profissionais para enfrentar os desafios de um mundo em constante transformação.

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende participa do 33º Congresso de Agronomia, destacando a importância deste evento para o agronegócio brasileiro. “É uma oportunidade única de trocar conhecimentos, debater desafios e buscar soluções inovadoras que impulsionem ainda mais o agronegócio no Brasil”, destaca Isan.

Leia Também:  Aumento de 12,2% do diesel diminui poder de compra dos produtores, segundo o Cepea

“Com inovações, é possível aumentar a produção e dar maior acessibilidade a um público ávido por novas tecnologias que nos permitam crescer e aumentar a produção de forma sustentável. Esse é o motor com o qual construímos mercados e o futuro. Toda inovação tem a premissa de trazer mais eficiência na produção de alimentos. Nossas máquinas hoje pensam, falam e abordam toda a tecnologia existente. Os agricultores estão ávidos por inovação, e estamos trabalhando em conjunto para conhecer todos esses aspectos”, ressaltou Isan Rezende.

Curiosidade: Pelotas é o berço da aviação agrícola no Brasil. Em 1947, diante de uma praga de gafanhotos que ameaçava as colheitas, o Engenheiro Agrônomo Leôncio Fontelles e o piloto Clovis Candiota instalaram em um avião biplano Muniz M-9, de instrução do Aeroclube de Pelotas, um equipamento encomendado por Fontelles em um funileiro local.

Em 19 de agosto daquele ano, há 76 anos, os dois decolaram para combater a nuvem de insetos e obtiveram sucesso eliminando a praga. E, desde 1989, esse evento marca o “Dia Nacional da Aviação Agrícola”.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Mato Grosso exporta US$ 2,1 bilhões em setembro para 115 países

Publicados

em

Reprodução Secom/MT

Mato Grosso exportou US$ 2,1 bilhões em setembro e encerrou o mês como o 6º maior exportador do Brasil, responsável por 6% das vendas brasileiras ao exterior. Os produtos mato-grossenses chegaram a 115 países, com o milho liderando os embarques. Como as importações somaram US$ 233 milhões, o Estado registrou um saldo positivo de aproximadamente US$ 1,9 bilhão na balança comercial.

Os números integram o boletim de comércio exterior elaborado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), por meio do DataHub MT, com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho acumulado está acima do registrado no ano passado. Entre janeiro e setembro, Mato Grosso vendeu US$ 26,5 bilhões ao mercado internacional, crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado representa US$ 3,8 bilhões a mais em exportações.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a força exportadora de Mato Grosso deve ser acompanhada pela ampliação do processamento da produção dentro do Estado.

Leia Também:  Safra 25/26 entra em fevereiro com País dividido entre plantio e colheita

“Mato Grosso é um grande exportador e tem um papel importante no abastecimento de mercados internacionais. O Governo tem atuado fortemente para que essa capacidade também se traduza em mais agroindustrialização. Queremos ampliar a transformação da nossa produção aqui, agregar valor ao que vendemos e gerar mais empregos e renda para os mato-grossenses. Além de produzir e exportar commodities, precisamos aproveitar cada vez mais as oportunidades que a indústria oferece”, afirma.

Em setembro, o milho respondeu por US$ 641,1 milhões, equivalentes a 30,3% das exportações estaduais. Na sequência aparecem a soja, com US$ 354 milhões, e a carne bovina congelada, com US$ 257,5 milhões. Farelo e resíduos da extração do óleo de soja somaram US$ 249,3 milhões, enquanto o algodão alcançou US$ 163,3 milhões.

A China foi o principal destino dos produtos mato-grossenses, com compras de US$ 342,3 milhões, ou 16,2% do total. Países Baixos, Egito, Irã e Espanha completaram a lista dos cinco maiores compradores no mês.

Na comparação com agosto, o valor exportado caiu 12,6%. Frente a setembro de 2025, a redução foi de 6,2%. O volume embarcado totalizou 4,75 milhões de toneladas, queda de 23,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Leia Também:  Fachin diz que a Constituição exige o cumprimento da função social da propriedade e valida lei

Do lado das importações, os fertilizantes nitrogenados, potássicos e fosfatados concentraram 54,5% dos US$ 233 milhões gastos pelo Estado em setembro. Defensivos e reguladores para plantas representaram outros 22,7%, mostrando o peso dos insumos agrícolas nas compras internacionais.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, as importações chegaram a US$ 2 bilhões. Com isso, a diferença entre as vendas e as compras externas de Mato Grosso ficou positiva em US$ 24,5 bilhões, avanço de 17,9% sobre o mesmo período de 2025.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA