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Nova Bandeirantes passa a contar com Posto Avançado de Atendimento Digital

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Com intuito de ampliar o acesso à Justiça no município de Nova Bandeirantes (a 968 km ao norte da Capital), pertencente à Comarca de Nova Monte Verde, o corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, inaugurou o Posto Avançado de Atendimento Digital (PAAD) na cidade. O evento, organizado pelo prefeito, César Augusto Périgo, ocorreu segunda-feira (4), na Rua Lázaro Moreira dos Santos, Centro, em frente ao Sindicato do Servidor Público, onde o posto irá funcionar.
 
Para o corregedor, o PAAD é uma alternativa que aproxima o cidadão do Poder Judiciário e fomenta parcerias. “Nesses locais temos uma estrutura básica, rede de internet, um computador, uma sala adequada para o usuário da Justiça. Por meio de parcerias com outros órgãos, cartórios, universidades e prefeituras, conseguimos estender o alcance do Poder Judiciário e ficamos mais próximos da população mais carente, que muitas vezes não tem como se deslocar até a Comarca mais próxima”, avaliou.
 
O prefeito de Nova Bandeirantes, César Augusto Périgo, agradeceu a presença da Corregedoria-Geral da Justiça no município e declarou que a inauguração do posto representa uma nova história para o município. “As pessoas não precisam mais se deslocar até Nova Monte Verde. Para nós é muito importante ter a justiça presente no nosso município. Agradeço todo empenho do juiz-diretor do Fórum de Nova Monte Verde, Dante Rodrigo Aranha da Silva, e de toda equipe da Corregedoria. Para Nova Bandeirantes é um ganho enorme e logo podermos ver o quanto facilitou a vida dos cidadãos daqui e também do próprio Tribunal de Justiça. Estamos nessa parceria para auxiliar no que for preciso”, informou.
 
A avaliação é compartilhada pelo presidente da Câmara de Vereadores de Nova Bandeirantes, Valdir Pinheiro De Sousa. “O PAAD representa o desenvolvimento para o município, que passa por um alto crescimento e como todo lugar que cresce, crescem os problemas também e a chegada deste posto é para trazer a tranquilidade que a população tanto deseja”, declarou.
 
A instalação dos PAADs foi a saída encontrada para aproximar o Poder Judiciário dos cidadãos em locais onde não há fórum, tornando possível o acesso a diversos serviços judiciários de forma ágil e eficaz. Entre as funcionalidades oferecidas no Posto, os cidadãos de Nova Bandeirantes e aqueles que estiverem de passagem pela cidade poderão realizar consultas de informações processuais, solicitar atendimento telepresencial pelas secretarias e gabinetes, participar de audiências processuais e pré-processuais por videoconferência, além de proceder a termos de reclamações pré-processuais relacionadas aos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania e/ou aos Juizados Especiais Cíveis. O PAAD também fornece auxílio para nomeação de defensores dativos e outros serviços relevantes.
 
Além do corregedor, participaram da instalação do PAAD, o juiz-auxiliar da CGJ, Emerson Cajango e o coordenador da Corregedoria, Flávio Paiva.
 
PAADs – Este é o nono PAAD inaugurado pelo Poder Judiciário de Mato Grosso. Os municípios de Brasilândia e Planalto da Serra, jurisdicionados pela comarca de Chapada dos Guimarães (a 62 km da Capital) foram os primeiros PAADs instalados, em fevereiro deste ano, após aprovação pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Resolução 19/2022 e de Termo de Credenciamento junto às prefeituras municipais.
 
Outros cinco Postos Avançados de Atendimento Digital, foram instaladas nos meses de abril e maio, por intermédio da Comarca de Sorriso (396 km ao norte): PAAD Faculdade Unic – Anhanguera, em Sinop; PAADs nos Cartórios extrajudiciais de Ipiranga do Norte, no Distrito de Primavera, no Distrito de Caravagio e no Distrito de Boa Esperança do Norte.
 
O último posto inaugurado foi o de Gaúcha do Norte, pertencente à Comarca de Paranatinga (a 373 km ao sul de Cuiabá), em junho.
 
As despesas com a instalação e manutenção do PAAD são de responsabilidade das instituições parceiras, e os serviços judiciários disponibilizados oferecidos de forma gratuita à comunidade local. O Poder Judiciário fornece treinamento para as equipes de atendimento e realiza as configurações necessárias nos equipamentos de informática. O funcionamento do PAAD será fiscalizado periodicamente pelo juiz diretor do foro da comarca.
 
#paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Corregedor e juiz-auxiliar da CGJ posam para fotos com autoridades locais. Segunda imagem: Corregedor discursa em inauguração.
 
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Alcione dos Anjos
Assessoria de Comunicação da CGJ-MT  

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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