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Alunos da Unemat Diamantino conhecem sede do Poder Judiciário mato-grossense

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Acadêmicos do curso de Direito da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) de Diamantino conheceram, nessa segunda-feira (4 de setembro), a sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A visita guiada faz parte de uma das vertentes do Programa Nosso Judiciário, voltada aos alunos de graduação. O objetivo da ação é aproximar o órgão dos futuros profissionais, oportunizando o conhecimento sobre a composição e funcionamento do Poder Judiciário.
 
A turma, composta por alunos do sétimo, oitavo e nono semestres, foi recepcionada pelo técnico judiciário, Neif Feguri. Durante a acolhida, ele apresentou a composição da instituição e falou sobre a criação do Órgão Especial da Corte.
 
Os universitários também acompanharam sessões de julgamento da 1ª Câmara de Direito Público e Coletivo, presidida pelo desembargador Márcio Vidal e composta pelas desembargadoras Maria Aparecida Ribeiro, Helena Maria Bezerra Ramos e Maria Erotides Kneip.
 
Na sequência, eles foram direcionados ao Espaço Memória, onde estão expostos diversos itens que contam um pouco da história do Tribunal mato-grossense.
 
Eles ainda se reuniram com o desembargador Sebastião de Moraes Filho para um bate-papo. O magistrado falou sobre a sua origem humilde e a experiência que adquiriu em quase 40 anos de atuação. “Eu não tenho vergonha de dizer que meu pai era lavrador e minha mãe professora de escola primária. Na minha infância, eu só não fui engraxate”, revelou.
 
O desembargador deixou uma mensagem de perseverança aos acadêmicos. “Na vida não há prêmios nem castigo e sim consequência dos nossos atos, já que o homem é arquiteto do seu próprio destino”, disse parafraseando Robert Ingersoll e Frank Miller.
 
A visita ainda contou com uma pequena explanação da diretora da Câmara Reunida de Direito Público e Coletivo, Sheila Modesto, que falou aos estudantes sobre a composição do Tribunal e esclareceu dúvidas sobre o funcionamento do órgão colegiado. “O TJ é composto por 30 desembargadores. O nosso decano é o desembargador Orlando Perri e a última a tomar posse foi a desembargadora Maria Aparecida Ferreira Fago”, contou.
 
Sheila Modesto discorreu sobre a composição do Conselho da Magistratura, Tribunal Pleno e todas câmaras que compõem o organograma da instituição. Ela ressaltou que todas as informações estão disponíveis no site do Tribunal. “No Diário de Justiça, que está no site do TJMT, vocês vão conseguir ver a relação dos desembargadores, o do Tribunal Pleno, o Conselho da Magistratura, todas as câmaras e quem são os seus membros” ratificou.
 
A atividade contará como hora/aula aos discentes, que receberão certificados emitidos pela Câmara Reunida de Direito Público e Coletivo.
 
Vivência – O professor de Prática Jurídica e Direito Empresarial, Luiz Pinheiro, que acompanhou os estudantes, destacou a importância do TJMT dar a oportunidade aos universitários de vivenciar o dia a dia Da instituição. “Poder vivenciar a prática do Judiciário, poder acompanhar alguns julgamentos, conhecer a história, falar com um desembargador, ver os juízes atuando, tudo isso é muito enriquecedor. Deu pra ver que eles foram contagiados”, afirmou.
 
Para a estudante do nono semestre, Patrícia Ramos, o programa Nosso Judiciário contribuiu para reafirmar a sua escolha de carreira. “Essa visita nos aproximou do mundo do Judiciário e da magistratura. Me fez refletir sobre o que é o Direito e sobre o que, de fato, a gente precisa fazer como futuros operadores do Direito. Então, me fez ter certeza que a carreira jurídica é o que eu quero pra mim”.
 
Modelo nacional – O Nosso Judiciário é executado há nove anos com o intuito de diminuir o distanciamento com a sociedade. Uma das vertentes do programa tem como foco os alunos do curso superior de Direito. Além do tour, eles recebem um glossário jurídico, que é revisado anualmente, para contribuir com os estudos acadêmicos. O contato é feito pelas faculdades no início do ano letivo para agendamento da visita, que conta como atividade extracurricular.
 
O modelo serviu de exemplo para outros estados, que replicaram a iniciativa em seus tribunais.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Desembargador Sebastião de Moraes Filho está centralizado na imagem, com o técnico judiciário Neif Feguri do lado esquerdo e o professor Luiz Pinheiro do lado oposto. O magistrado usa terno preto, camisa branca e calça jeans azul. O técnico usa camisa social lilás e o professor usa terno e calça social preta. Foto 2: diretora da Câmara Reunida de Direito Público e Coletivo, Sheila Modesto, fala aos estudantes que assistem em pé. A diretora veste blusa de manga preta e calça vermelha. Foto 3: Desembargador entrega glossário jurídico ao professor Luiz Pinheiro. Foto 4: Estudante Patrícia Ramos fala sobre visita. Ela veste um vestido de estampa animal e blazer preto.
 
Adellisses Magalhães/ fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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