POLÍCIA
Mulher condenada por homicídio de amante do marido há 15 anos é presa em distrito de Cuiabá
POLÍCIA
Helena Rodrigues Veras foi presa no Distrito de Aguaçu, na zona rural de Cuiabá. Ela foi condenada a 14 anos de prisão, em tribunal do júri realizado na Capital, pelo homicídio de Daiana da Silva Correa, ocorrido em 2008. A Justiça autorizou à época que a ré recorresse da decisão em liberdade.
Conforme a investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa e denúncia do Ministério Público, após Helena descobrir que Daiana teve um relacionamento extraconjugal com seu marido, ela passou a anunciar sua pretensão de matar a vítima. Para isso, contratou uma pessoa e informou o endereço da vítima.
Na noite do dia 03 de outubro de 2008, o executor entrou na casa de Daiana, no bairro Dom Aquino, e efetuou cinco disparos de arma de fogo contra a vítima, todos em região letal.
Helena tinha antecedente criminal por roubo praticado em 1993, cuja sentença condenatória transitou em julgado dois anos depois e a extinção da pena em
Outros crimes
De acordo com levantamento realizado pela DHPP, Helena Veras é investigada em outros crimes contra a vida, todos homicídios consumados ocorridos na Capital. Entre os crimes estão um duplo homicídio em 2006, de dois sobrinhos de Helena que morreram vítimas de envenenamento.
Em 2007, a irmã de Daiana Corrêa foi vítima de uma tentativa de homicídio, quando foi alvejada por mais de dez disparos. A polícia apurou que já havia um histórico de ameaças contra Daiana, que foi morta no ano seguinte.
Outro crime que a Polícia Civil suspeita do envolvimento de Helena Veras é a participação na ocultação do corpo de Alessandra de Alcântara Polmann, de 33 anos, morta por Josué Pires de Camargo. O executor foi condenado a 22 anos de prisão em júri realizado em março deste ano. A DHPP instaurou inquérito para apurar o envolvimento de várias pessoas, entre elas Helena, que colaboraram com Josué para ocultar o corpo de Alessandra que até hoje não foi localizado.
Por fim, Helena é suspeita de envolvimento no desaparecimento do advogado Marcos Alves Barbosa, namorado de uma filha dela. Marcos desapareceu em agosto de 2015. a mãe dele recebeu uma mensagem do celular do filho dizendo que ele estava indo a Cáceres a fim de atender um cliente e não foi mais visto. As investigações apuraram que a vítima estava extorquindo Helena.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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