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Nosso Judiciário reúne acadêmicos do Direito da Unic Beira Rio no Tribunal de Justiça

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso recebeu na segunda-feira (28 de agosto), estudantes do 9º e 10º semestres do curso de Direito da Unic campus Beira Rio. Ao todo, 41 alunos participaram do roteiro. Eles assistiram sessão de julgamento na Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo do TJMT e conheceram um pouco da história do Judiciário mato-grossense no Espaço Memória, com um bate-papo com o juiz auxiliar Jones Gattass.
 
Para o professor Bruno Nogueira Camelo, que acompanhou a turma, a experiência é enriquecedora e essencial na vida dos estudantes que estão na reta final do curso. “Eles conseguem se ambientar com o dia a dia do tribunal, como funciona desde a portaria até uma sessão de julgamento”, comenta.
 
Essa participação, segundo ele, faz com que o aluno tenha mais segurança no começo de sua vida jurídica, como advogado, além de poder enxergar a magistratura mais de perto e assim se ver nessas profissões daqui a alguns anos.
 
No Espaço Memória, onde o tour finaliza, o juiz Jones Gattass relembrou seus primeiros dias da magistratura. Ele acredita que a prática pode servir como inspiração para os discentes que nem imaginam seguir por esse caminho. “Torcemos sempre para que a experiência toque no coração de cada um. Para que eles tenham mais certeza de escolher o que querem. O Programa Nosso Judiciário pode servir de encorajamento para alunos que muitas vezes nem sabem que querem seguir pela carreira do magistério.”
 
Após a interação, o juiz Jones Gattas distribui o glossário jurídico que é revisado anualmente, que tem o objetivo de auxiliar na vida acadêmica.
 
“É muito importante para familiarizar com o ambiente, pois estamos muito mais conectados com a teoria, sendo que ali assistimos de maneira presencial. Vimos dois advogados diferentes em causas diferentes, além da discussão de uma defesa oral daquele processo”, conta o aluno Marluciano Barros, acadêmico do último semestre de Direito, que encara a ação como uma forma prática de aprender a operar o direito através da lei.
 
O Programa Nosso Judiciário visa aproximar o Tribunal de Justiça da sociedade. Além de estudantes do colegial, o programa também visa promover essa ação com os discentes acadêmicos de direito.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual.
Foto 01: Estudantes de direito em pé assistem o Juiz Jones Gattas. O local é o Espaço Memória do TJMT, que possui em suas paredes diversos quadros e distribuído no espaço, livros e relíquias do Poder Judiciário de MT protegidos por uma proteção de vidro.
Foto 02: O Juiz Jones Gattas, homem branco de cabelo preto, usa terno azul marinho e cumprimenta o professor Bruno, que também sorri, em suas mãos, o glossário jurídico.
 
Emanuelle Caroline Candido da Costa/Fotos: Fernanda Calazans (estagiárias)

Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

imprensa@tjmt.jus.br
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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