AGRONEGÓCIO
Ministério da Agricultura autoriza plantio de soja a partir de 1° de setembro
AGRONEGÓCIO
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) autorizou o plantio excepcional de soja em Mato Grosso, a partir do dia 1º de setembro. Essa medida, segundo o Ministro Carlos Fávaro visa despolitizar o calendario da semeadura da oleaginosa no país.
O período designado para a semeadura da safra de soja 2023/24 em Mato Grosso estava programado entre 16 de setembro e 24 de dezembro, de acordo com as diretrizes estabelecidas na Portaria nº 840. Esta portaria, que delinea os calendários de semeadura da oleaginosa, foi publicada pelo Mapa em 11 de julho e visa mitigar o risco climático na cultura de algodão segunda safra..
Carlos Fávaro, Ministro da Agricultura
A autorização foi dada a pedido da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa).
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, salientou que o Brasil é um país de dimensões continentais e que há estados acima da linha do Equador, os quais o plantio da oleaginosa segue “regime idêntico ou similar ao norte-americano”.
“Dentro dos próprios estados brasileiros nós temos as particularidades. Então, agora nós padronizamos o calendário e vamos abrir exceções tecnicamente”.
Conforme o ministro da Agricultura, Mato Grosso foi o primeiro estado a solicitar uma excepcionalidade de antecipação da semeadura de soja, diante de uma previsão de El Niño com chuvas regulares entre setembro e janeiro e estimativas de redução em fevereiro e corte em março e abril, o que comprometeria a segunda safra, em especial a de algodão.
“Eles fizeram o pedido para antecipar alguns dias caso tenha chuva. Depois tem a questão da germinação. Então, pouco vai mudar em dias de germinação de plantas. Tem alguns critérios, tem que apresentar todo um relatório e cumprir alguns cronogramas junto à nossa Superintendência do Mapa em Mato Grosso”.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034
A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.
Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.
“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.
Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.
Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso. A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.
Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.
“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.
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