CUIABÁ

MATO GROSSO

Juiz Wanderlei Reis leciona ‘Diretoria de Foro’ aos novos juízes de Mato Grosso

Publicados

MATO GROSSO

Diretoria de foro e gestão judiciária foi o tema da aula desta quinta-feira (10 de agosto) ministrada pelo juiz Wanderlei José dos Reis para os 25 juízes e juízas substitutos(as) que estão no Curso de Oficial de Formação Inicial de 2023 (Cofi), realizado pela Escola Superior da Magistratura em parceria com a Corregedoria-Geral da Justiça. A disciplina é de extrema relevância para os novos magistrados (as) que assumirão comarcas de Entrância Inicial a partir de novembro e exercerão função de diretores do foro.
 
Na ocasião, Reis abordou temas como a atividade diária do(a) magistrado(a) no âmbito da gestão de recursos, prédios, mobiliários e pessoal. “O enfoque da disciplina é eminentemente prático nas atribuições do(a) juiz(a) diretor(a) de foro, uma a uma, com base na legislação vigente. Para isso, em suma, lhes repassei um acervo atualizado de todas as normas pertinentes e lhes apresentei o aparato humano e material que irão dispor, também lhes narrei os erros que não podem ser cometidos e as dificuldades mais comuns que poderão ser encontradas nas comarcas e como superá-las, já que estarão munidos de uma visão contemporânea da estrutura judiciária de Primeiro Grau em Mato Grosso e das técnicas de gestão aplicáveis”.
 
O professor ressaltou ainda que as turmas anteriores sempre lhe dão um feedback positivo do aprendizado obtido na jornada e colocado em prática logo ao assumirem as comarcas de entrância inicial do Estado. “É uma honra lecionar pela sétima vez consecutiva nessa turma do Cofi 2023, dar mais uma vez minha parcela direta de contribuição com a Instituição na formação dos novos e novas colegas que ora estão iniciando a carreira, compartilhando conhecimentos. O primeiro alerta que faço é quanto ao juiz-gestor, que eles não serão só julgadores de processos, mas, também, os gestores responsáveis pelos rumos administrativos da sua unidade judiciária e pelo êxito de todo o processo que se insere a prestação jurisdicional, já que a atividade-meio da diretoria de foro influi diretamente no êxito da atividade-fim da unidade, no cumprimento de sua missão, já que as duas facetas estão umbilicalmente conectadas.”
 
Hantonny Gregory Berlanda, juiz substituto e aluno do Cofi, apontou que tinha noção da função administrativa a ser exercida, porém a aula de hoje proporcionou aprofundamento em questões específicas do Judiciário mato-grossense. “Há muito vínhamos acompanhando o Conselho Nacional de Justiça acerca da gestão de pessoas e administrativa do Poder judiciário. Porém esta aula colabora ainda mais com o conhecimento para atuar como gestor. São várias experiências que o juiz-professor tem trazido sobre as atribuições do diretor de foro. Então, a aula está muito completa e estamos conseguindo enxergar várias situações que, provavelmente, vamos passar na comarca. A aula, com certeza, está contribuindo para que tenhamos ao menos um norte ou uma solução para determinadas situações que possam aparecer.”
 
Ainda segundo o magistrado, nas quatro aulas que tiveram hoje, “chamaram atenção questões como gerência de pessoas e de processos em si. Dentre elas, o fato de o magistrado avaliar o servidor, verificar suas competências, suas capacidades, para depois alocá-lo no lugar em que fique confortável, onde provavelmente ele vai produzir muito mais e também terá mais compromisso com esse fluxo de processos e atribuições para entregar um serviço muito melhor pra sociedade mato-grossense.”
 
Wanderlei Reis – O magistrado é professor da Esmagis-MT e ministra capacitações aos novos os juízes e juízas substitutos(as) sobre diretoria de foro e gestão judiciária desde 2007, já tendo lecionado para as turmas do Cofi de 2007, 2012, 2015, 2016 e 2022 (duas turmas), sendo essa a sua sétima turma consecutiva de formação inicial.
 
Também professor-formador da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), já fez vários cursos na área de administração judiciária no Brasil e exterior, além de ter diversas publicações acadêmicas na área de gestão judiciária inclusive na Europa. É membro da Academia Mato-Grossense de Letras e escritor de vários livros, dentre os quais Diretoria de Foro e Administração Judiciária (prefaciado pelo ministro do STF Gilmar Mendes).
 
É juiz em Rondonópolis, atua há 20 anos no Estado tendo jurisdicionado em Chapada dos Guimarães e Sorriso, onde coordenou a construção do fórum local e o de Nova Ubiratã, com grande experiência e trabalho reconhecido em diretoria de foro e gestão judiciária.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Homem usa roupa preta e óculos. Ele fala ao microfone e olha para a direita. Ao fundo imagem de slide refletido na parede com o título Pesquisa de Satisfação. Foto 2: Homem usa cabelo curto, roupa cinza, óculos e crachá azul. Ele sorri para a foto. Na foto aparecem outros homens ao fundo usando roupas coloridas. Foto 3: Capa do livro “Diretoria de Foro”, de autoria do juiz Wanderlei José dos Reis.
 
Keila Maressa
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Escola de Governo abre inscrições para curso sobre formação e reforma do Estado brasileiro
Propaganda

MATO GROSSO

ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

Publicados

em

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

Leia Também:  Prêmio vai reconhecer iniciativas inovadoras para aperfeiçoar a Justiça

O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

Leia Também:  Mato Grosso participa de encontro nacional que debate Violência Doméstica no âmbito do Judiciário

Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA