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Cúpula da Amazônia: presidente Clarice Claudino propõe união dos Estados em defesa do meio ambiente

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A presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, defendeu durante a 1ª Cúpula Judicial da Amazônia, que os Estados integrantes da Amazônia Legal atuem de forma contundente, na adoção de mecanismos capazes de assegurar a proteção do bioma Amazônico e o combate a reincidência dos crimes ambientais.
 
A 1ª Cúpula Judicial Ambiental da Amazônia – Juízes e Florestas, foi realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nos dias 4 e 5 de agosto (sexta-feira e sábado), na sede do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), na capital Belém. O encontro reuniu membros do Poder Judiciário brasileiro, atores do Executivo federal e dos estados, pesquisadores e representantes de organismos internacionais, para debater propostas de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, referente a proteção e defesa do meio ambiente.
 
Para a desembargadora, o compartilhamento e acesso às ferramentas de tecnologia voltadas à defesa do meio ambiente, e atualmente disponíveis em secretarias e órgãos ambientais, podem facilitar no embasamento e na instrução de processos, principalmente aqueles que demandam provas mais complexas e a constituição de perito.
 
Informações referentes às infrações ambientais, autuadas por órgãos como, Corpo de Bombeiros, Polícias Ambientais e Polícia Rodoviária Federal podem ser compartilhadas, aprimorando os painéis de dados já existentes e à disposição do Poder Judiciário em todo o Brasil.
 
O posicionamento da desembargadora, durante o painel “Propostas de Aperfeiçoamento da Prestação Judicial Ambiental pelos Presidentes e Corregedores-Gerais de Tribunais com Jurisdição sobre a Amazônia”, conduzido pelo corregedor Nacional de Justiça, ministro Luís Felipe Salomão, chamou a atenção dos membros da 1ª Cúpula para a necessidade da criação de uma grande rede de informações, subsidiando de forma mais ágil, decisões eminentemente técnicas e de relevância nacional.
 
“Tivemos a oportunidade de levar aos nossos pares, membros do Judiciário brasileiro, reflexões importantes sobre os avanços que devemos galgar no tocante às questões climáticas e ambientais. Durante todo o evento, ficou bastante claro a existência de uma lentidão muito grande em alguns processos, processos criminais cujos resultados não têm sido capazes de inibir a prática de crimes ambientais. Há uma dificuldade muito grande, apresentada por vários outros estados sobre o custeio das perícias, o que com as redes de informação, teríamos a facilidade de produzir provas, dando agilidade ao processo, sem precisar ficar aguardando pela disponibilidade de peritos”, argumentou a presidente.
 
O acesso às múltiplas bases de dados, a exemplo do Observatório de Meio Ambiente do Poder Judiciário, o termo de cooperação para o intercâmbio de informações ambientais firmado com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), a criação do Núcleo de Atendimento Técnico (NAT) Ambiental e o painel interativo nacional de dados ambientais, o SIRENEJUD, se tornaram essenciais para o julgamento técnico de matérias ambientais.
 
“O acesso às informações disponíveis referente às infrações ambientais autuadas por órgãos estaduais e federais, facilitariam na dosimetria da pena e na definição do perfil do infrator da prática do crime ou da infração ambiental. É também nesse sentido, que a criação dessa rede integrada de informações é capaz de auxiliar, nos permitindo formar com uma convicção mais segura o perfil do infrator, e desta forma impedindo que a mesma pessoa cometa vários tipos de crimes ambientais em diferentes locais, e que isso seja tratado como caso isolado, deixando assim de aplicar a pena que seria justa. Essa é a apenas uma das perspectivas que podem aferidas com a criação de uma grande rede nacional de dados, disponível para o acesso dos nossos magistrados”, defendeu mais uma vez a desembargadora Clarice Claudino.
 
REFERÊNCIA EM BOAS PRÁTICAS – A desembargadora salientou que as experiências desenvolvidas por Mato Grosso em matéria ambiental, possuem um poder maior de propagação e respeito entre os demais Estados, que reconhecem as experiências mato-grossenses como referência no aprimoramento da jurisprudência ambiental.
 
Entre as ações desenvolvidas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a desembargadora Clarice Claudino fez referência a instalação da primeira Vara Especializada do Meio Ambiente do Brasil, como resposta à proteção das florestas e aos desafios para a aplicação da legislação ambiental por magistrados. Com as varas ambientais foi possível garantir dedicação exclusiva ao tema e uma resposta jurisdicional mais ágil e com maior eficiência aos casos.
 
Mato Grosso também instalou o primeiro Cejusc Ambiental do Brasil (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania), recebido inclusive pelo Portal CNJ de Boas Práticas como referência no tema. O centro se tornou referência na solução de questões ambientais graves, onde a atuação jurisdicional comum não foi ou talvez não seria capaz de trazer resultados positivos ao meio ambiente e à coletividade.
 
Entre os casos emblemáticos solucionados pelo Cejusc Ambiental, a presidente do Judiciário mato-grossense, desembargadora Clarice Claudino mencionou a ação civil pública, em fase de cumprimento de sentença, que após 20 anos de uma tramitação complexa, foi possível chegar ao acordo sobre os deveres de particulares, da empresa e do Poder Público local, que resultaram na recuperação dos prejuízos ambientais causados pela degradação de uma extensa área de preservação permanente do Rio Coxipó, um dos afluentes do Rio Cuiabá e formador do Pantanal mato-grossense.
 
A capacidade de diálogo e mediação trazida por ambientes autocompositivos, como do Cejusc Ambiental, também conseguiu reunir autoridades do executivo estadual e municipal, universidades, moradores e ribeirinhos para discutir medidas que evitassem a seca completa e garantissem a recuperação das Baías de Chacororé e Siá Mariana. Localizadas no município de Barão de Melgaço, as baías são importantes berçários de peixes do Pantanal, e quase secaram no ano de 2021.
 
O corregedor-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ), desembargador Juvenal Pereira da Silva, o juiz auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça, Túlio Duailibi Alves Souza, o juiz auxiliar da Corregedoria, Emerson Luis Pereira Cajango e o juiz da Vara Especializada do Meio Ambiente, Rodrigo Roberto Curvo também participaram do encontro.
 
#Paratodosverem Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: fotografia da desembargadora presidente do TJMT, ela está em pé e fala ao microfone. Ao lado dela está o corregedor-geral da justiça. 
 
Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Travessia da BR-163 em Nobres mobiliza moradores e autoridades por mais segurança

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A rotina de quem precisa cruzar a BR-163 em Nobres revelou a dimensão do problema discutido durante audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), nesta quarta-feira (21), na Câmara Municipal. Moradores relataram dificuldades enfrentadas diariamente diante do intenso fluxo de caminhões, ônibus, ciclistas e pedestres, enquanto representantes do município defenderam a implantação de uma estrutura capaz de garantir deslocamentos mais seguros e integrar diferentes áreas da cidade.

Autor da iniciativa, o deputado Gilberto Cattani (PL) destacou que a duplicação da rodovia trouxe maior fluidez ao tráfego, mas também tornou necessária a criação de dispositivos que permitam a passagem dos moradores de um lado para o outro. Segundo ele, a população precisa ter acesso seguro para trabalhar, estudar, fazer compras e utilizar serviços oferecidos em diferentes pontos do município.

“Quando você duplica a rodovia, além de você poder aumentar a trafegabilidade e até um pouco a velocidade dos veículos, você impossibilita que essas pessoas possam atravessar a pé as rodovias”, afirmou o parlamentar.

Cattani defendeu que a solução não se limite a uma passarela, já que também existe a necessidade de circulação de veículos. Ele citou experiências de outros municípios cortados pela BR-163 e afirmou que buscaria, junto à Prefeitura e à concessionária, uma alternativa para atender à demanda de Nobres.

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A realidade enfrentada diariamente por quem utiliza a rodovia foi relatada pelo servidor público Sebastião de Oliveira, morador do Bairro Jardim Petrópolis, que precisa fazer o percurso cerca de quatro vezes por dia. Segundo ele, dependendo do movimento, a travessia pode levar entre cinco e dez minutos e se torna ainda mais complicada nos horários de entrada e saída das escolas.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Sebastião relatou que, nesses períodos, estudantes, ônibus, caminhões, ciclistas e pedestres compartilham o mesmo espaço, aumentando os riscos de acidentes. Ele também mencionou um atropelamento ocorrido recentemente na região e defendeu a implantação da estrutura prevista para o local.

A vereadora Eva Valdinéia Pereira ressaltou que a movimentação intensa de caminhões, impulsionada também pela atividade mineral da região, amplia os riscos para quem precisa atravessar a rodovia. De acordo com ela, já houve alguns registros de atropelamentos com vítimas no trecho.

Para o prefeito José Domingos Fraga (União), a intervenção é aguardada há anos pela população, principalmente pelos moradores do Jardim Petrópolis, bairro localizado às margens da rodovia. Ele avaliou que a obra poderá melhorar não apenas a circulação, mas também as condições urbanas e comerciais da região.

O prefeito também defendeu que Nobres receba investimentos semelhantes aos realizados em outros municípios cortados pela BR-163, onde foram implantadas estruturas como passarelas, trincheiras e viadutos. Segundo Fraga, a Nova Rota do Oeste, concessionária responsável pela rodovia, custeou intervenções em outras cidades, enquanto o projeto apresentado para Nobres está sendo elaborado pela Prefeitura.

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Projeto –A engenheira civil Silveth Xavier, responsável pela elaboração da proposta, explicou que o projeto busca integrar as duas partes do município e criar alternativas para o deslocamento de pedestres e veículos no entorno da rodovia.

Segundo a engenheira, a concepção apresentada ainda está em fase de desenvolvimento e poderá receber alterações a partir das contribuições feitas durante debates como o promovido pela Assembleia Legislativa. O projeto prevê a implantação de um viaduto nas proximidades do posto Xaxim, na BR-163/364, no bairro Jardim Petrópolis, integrado às vias locais para facilitar a ligação entre diferentes áreas da cidade e oferecer uma alternativa mais segura para a circulação de moradores.

Encaminhamentos –Como encaminhamento, o deputado Cattani anunciou que a Assembleia Legislativa apresentará requerimentos e indicações relacionados à travessia urbana, além de articular uma comissão com a prefeitura de Nobres para buscar a viabilização da obra junto à concessionária responsável pela rodovia. O parlamentar também mencionou o apoio do senador Cidinho Santos à reivindicação e afirmou que o próximo passo será dialogar com a concessionária para avançar na concretização do projeto.



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