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Centros de atenção às vítimas: Mato Grosso compartilha experiência com Tribunal do Amazonas

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A convite do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), a Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) ofertou uma capacitação sobre a implantação de Centros Especializados de Atenção às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais a magistrados e servidores amazonenses. O Poder Judiciário de Mato Grosso foi o segundo tribunal do país a atender a Resolução n. 253/2018, modificada pela Resolução n. 386/2021, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
 
Esses espaços são destinados ao apoio de vítimas que sofreram algum tipo de dano físico, moral, patrimonial, e psicológico, em razão de crime ou ato infracional cometido por terceiro. Em Mato Grosso, o primeiro Centro foi inaugurado no Fórum da Capital em julho de 2022. Em julho deste ano, foi a vez do Fórum de Várzea Grande receber o seu espaço de acolhimento às vítimas.
 
O juiz-auxiliar da CGJ, Lídio Modesto, enquanto juiz diretor do Foro da Comarca da Capital entre 2021 e 2022 incumbiu à gestora judiciária Roberta Soares de Morais Muller de coordenar os trabalhos relativos à implantação do Centro Especializado de Atenção às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais de Cuiabá. Com o resultado positivo do projeto piloto, a servidora ficou responsável pelo plano escalonado de implantação de centros nas demais comarcas de Mato Grosso. Além de Cuiabá e Várzea Grande, a previsão é expandir o serviço para as comarcas de Tangará da Serra e Primavera do Leste ainda este ano.
 
A servidora proferiu a capacitação, por videoconferência, entre os dias 31 de julho a 3 de agosto. Ela falou sobre a descrição do projeto, passando pela estrutura física necessária, cronograma de implantação, até a divulgação do local para receber o público-alvo. “Compartilhamos conhecimento, o projeto, as experiências, mostrando exemplos que funcionam para que eles tenham uma referência. É um curso bem interessante para quem está começando do zero”, explicou.
 
A juíza Eline Paixão e Silva Gurgel do Amaral Pinto, da 4ª Vara de Violência Doméstica do TJAM, nomeada para coordenar o Centro de Apoio no Estado do Amazonas, avaliou o curso como essencial. “Nós estamos em via de inauguração, então, foi fundamental essa troca de experiência, essa interação. Não tínhamos noção, nenhuma ideia para a implantação. As orientações que o colega Lídio Modesto e a servidora Roberta nos passaram foram essenciais para esse projeto que estamos iniciando”, disse.
 
A magistrada afirmou estar impressionada com a estrutura das unidades em Mato Grosso. “O trabalho que vocês realizam nestes Centros de Atenção ganhou visibilidade. É um trabalho de formiguinha, mas o que eu pude perceber, desde o primeiro contato, é que as vítimas já sabem que existe esse acolhimento”, citou. Ela ainda agradeceu o apoio do juiz-auxiliar Lídio Modesto, que falou sobre as dificuldades e desafios da implantação e indicou o trabalho realizado no Estado para os colegas de outros tribunais pelo país.
 
Nestes Centros, o Poder Judiciário disponibiliza uma equipe multidisciplinar, com psicólogos e assistentes sociais, para acolher e oferecer acompanhamento humanizado às vítimas de violência em situação de vulnerabilidade. Há ainda ambientes lúdicos para recepcionar crianças enquanto os pais ou responsáveis estão sendo atendidos ou participando de audiências.
 
“Nossa equipe está altamente capacitada para atender e compartilhar conhecimento com aqueles que desejarem. Mato Grosso é um case de sucesso, pois somos os pioneiros na abertura dessas estruturas, qualificando o atendimento das vítimas”, declarou Lídio Modesto.
 
Além do suporte às vítimas, os Centros de Atendimento oferecem assistência a cônjuges, companheiros, companheiras, irmãos e/ou irmãs das vítimas cuja lesão tenha sido causada por um crime ou delito.
 
Para o corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso a instalação dos Centros representa a mudança de cultura no cuidado com as vítimas. “São mudanças efetivas no Sistema de Justiça Criminal. Essa evolução visa o resgate da dignidade das vítimas de crimes e delitos. Muito em breve nosso Estado contará com outras unidades, além das que existem hoje em Cuiabá e Várzea Grande”, disse.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: um dos ambientes de acolhimento. Na imagem aparecem dois sofás pretos, nas paredes estão quadros grandes com mensagens positivas. Foto 2: imagem da brinquedoteca com mesas e cadeiras para crianças e estantes com brinquedos. Foto 3: servidora Roberta Muller registra capacitação por videoconferência.
 
Gabriele Schimanoski
Assessoria de Comunicação da CGJ-MT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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