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Polícia Civil procura por autor de homicídio de duas crianças em Rondonópolis

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A Polícia Civil de Mato Grosso procura pelo autor dos homicídios de duas crianças em Rondonópolis, ocorrido na noite da última segunda-feira, após ele causar uma violenta colisão entre o veículo furtado conduzido pelo rapaz e o carro em que estavam as vítimas.

João Vitor Barbosa da Cruz, de 21 anos, teve a prisão preventiva decretada pela 1a Vara Criminal da Comarca de Rondonópolis, nesta quarta-feira (02.08), após representação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa.

Conforme o inquérito policial instaurado, João Vitor estava conduzindo a camionete Amarok, com registro de furto, na noite do dia 31 de julho. Ele recebeu ordem de parada dada pelos policiais militares, mas fugiu em alta velocidade e após desrespeitar vários cruzamentos acabou batendo no VW Gol que tinha preferência de trânsito, em um cruzamento de vias no bairro Vila Adriana.

No interior do Gol estava uma família, com dois adultos e três crianças. Três pessoas foram lançadas para fora do Gol com o impacto entre os veículos. Duas meninas, as irmãs de sete e nove anos, morreram no local e outras três pessoas – dois adultos e uma criança de nove anos – foram socorridas com diversos ferimentos. O menino e a mulher permanecem hospitalizados.

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Após a colisão, o condutor da camionete fugiu do local, deixando no carro uma jovem de 20 anos, que também ficou ferida e foi presa em flagrante. Equipes das Polícias Civil e Militar fizeram várias diligências, no entanto, ele não foi localizado.

A camionete Amarok foi furtada dias antes por um criminoso reincidente em crimes patrimoniais, preso em flagrante na terça-feira pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis, que confessou ter entregue o veículo a um receptador.

A apuração do crime é conduzida pela DHPP de Rondonópolis e após a coleta de diversas evidências sobre a autoria do crime foi encaminhada a representação pela prisão preventiva do autor.

Informações que possam levar ao paradeiro podem ser repassadas aos números de emergência 197 e 190 ou pelos telefones da DHPP: (66) 99994-5623 /(66) 99911-3598. O sigilo do informante será garantido.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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