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Polícia Civil prende homem investigado por estupro de adolescente na região nordeste de MT

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A Delegacia da Polícia Civil de Confresa cumpriu nesta segunda-feira (31.07) o mandado de prisão de um homem de 64 anos investigado pelo crime de estupro de vulnerável. A ação ocorreu após a denúncia da mãe da vítima, na última sexta-feira, que relatou o abuso sexual sofrido por sua filha.

O inquérito policial foi instaurado pela Polícia Civil logo após a delegacia receber a denúncia do crime. A mãe da vítima procurou a unidade da Polícia Militar do município e relatou que sua filha havia sido vítima de abuso sexual cometido pelo suspeito. Diante da gravidade das acusações, a Polícia Militar prontamente localizou o suspeito e o conduziu à delegacia da Polícia Civil para prestar esclarecimentos.

No interrogatório realizado pelo delegado Victor Donizete Oliveira, o suspeito optou por permanecer em silêncio. Devido à ausência de flagrante, ele foi liberado após a conclusão do procedimento na delegacia.

Para garantir a segurança da vítima, a Polícia Civil requereu uma medida protetiva para protegê-la de contato ou aproximação por parte do suspeito durante as investigações.

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O Conselho Tutelar do município foi prontamente comunicado para prestar acompanhamento especializado à adolescente e sua família, a fim de garantir que seus direitos e bem-estar sejam respeitados durante todo o desenrolar do processo.

“O estupro de vulnerável é um delito grave, considerado hediondo, e ocorre quando a vítima é menor de 14 anos ou se encontra em situação de vulnerabilidade. A Polícia Civil atuou, desde o registro da denúncia, para reunir provas e obter o mandado de prisão contra o investigado, que foi detido nesta segunda-feira”, explicou o delegado Victor Donizete de Oliveira.

Ele acrescentou ainda a importância da atitude da mãe da vítima em denunciar o crime, o que possibilitou a rápida resposta das autoridades.

“A Polícia Civil mantém-se aberta a receber novas informações que possam auxiliar na apuração dos fatos e encoraja outras vítimas ou testemunhas a denunciarem casos de violência e abuso”, pontuou o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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