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Cooperativa de Mato Grosso vai auxiliar recuperandas, egressas e seus familiares na geração de renda

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Durante a visita da ministra Rosa Weber a Cuiabá, no dia 24 de julho, foi assinado o estatuto de criação da Cooperativa de Responsabilidade Social de Mato Grosso (COORES – MT). A cooperativa tem o objetivo de promover o desenvolvimento das atividades produtivas com geração de emprego, empreendedorismo, criatividade, inovação, buscando por meio da qualificação e geração de renda a retomada da autonomia financeira e reinserção social de forma digna de mulheres cis e trans privadas de liberdade e egressas e seus familiares.
 
A demanda foi apresentada ao Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF-MT) pelas próprias mulheres que estão cumprindo pena e outras que já saíram o sistema penitenciário estadual e possuíam dificuldades para serem reinseridas no mercado formal de trabalho.
A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, demonstrou apoio à iniciativa e reforçou a necessidade de dar visibilidade aos problemas sociais enfrentados por este grupo de pessoas.
 
“Eu aposto todas as minhas fichas nesse tipo de junção de ideias, de corações e de propósitos É da cooperação que nasce os melhores valores, então eu acredito que este é um trabalho extremamente valioso que resgata a dignidade e insere socialmente essas mulheres e seus familiares respeitando as suas individualidades e vulnerabilidades”, disse a presidente do TJMT.
 
A ministra Rosa Weber, que acumula as funções de presidente do Superior Tribunal Federal (STF) e presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reconheceu o excelente trabalho que o GMF-MT tem desenvolvido no Estado de Mato Grosso com a supervisão do desembargador Orlando Perri e coordenação do juiz Geraldo Fidélis.
 
“Todos sabemos que existem dificuldades para o acesso ao mundo do trabalho e à moradia, o estigma dos antecedentes penais, as dificuldades cognitivas e a defasagem informacional (e também emocional), a vinculação e a dependência com relação ao ‘mundo do crime’ são apenas algumas das múltiplas dificuldades enfrentadas por aqueles que tiveram contato com o cárcere. Por isso, ter ações que se constroem no âmbito desta Campanha de Ressocialização Mato-Grossense é de um potencial de transformação social muito significativo”, disse a ministra.
 
A presidente da COORES-MT, Monik Silveira Chaves de Moraes, explicou que a cooperativa é mais uma porta aberta para quem necessita de oportunidade. “Nós vamos atender mulheres cis e trans e também os seus familiares. Neste primeiro momento, estamos focadas em oferecer oportunidade de emprego no setor da costura. Fomos convidadas a confeccionar os uniformes das escolas militares de Mato Grosso e este será um momento de fomentar a transformação de vida dessas 56 mulheres que já estão cooperadas à COORES”, falou Monik.
 
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, também aprovou as iniciativas de ressocialização promovidas pela Justiça Estadual. “Nós precisamos olhar para as pessoas e saber que elas são merecedoras de uma nova alternativa, de uma nova oportunidade. Eu louvo e parabenizo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso por essa iniciativa de se unir esforços para criar mecanismos que possam promover a ressocialização e reinclusão desses cidadãos que estiveram em conflito com a lei”, disse o governador.
 
Sobre a COORES – A sede da cooperativa vai dividir espaço com a Associação Mais Liberdade e o local já está em reforma para receber os setores administrativos de ambas instituições e a linha de produção de costura.
 
O prédio, cedido pela Prefeitura de Cuiabá pelos próximos 10 anos, fica localizado na Avenida Gonçalo Antunes de Barros, nº 1556, Jardim Campo Verde e também deve contar com quadra poliesportiva e piscina.
 
Além do trabalho, a cooperativa deve oferecer contrapartidas sociais às cooperadas, como a distribuição de cestas básicas, auxílio transporte e cursos profissionalizantes para que as mulheres rompam o ciclo da pobreza.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: presidente Clarice Claudino está discursando no púlpito em cima do palmo. Em segundo plano estão 5 autoridades que estão observando a presidente e ao fundo temos a bandeira nacional brasileira e a bandeira de Mato Grosso. Segunda imagem: Ministra Rosa Weber em um enquadramento close-up. A ministra possui cabelos loiros e curtos, usa óculos e está com brincos, camisa e blazer verde claro. Em segundo plano temos as bandeiras nacional brasileira e a bandeira de Mato Grosso.  
 
Laura Meireles
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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