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Deyverson marca, e o Cuiabá vence o Inter de virada no Beira-Rio

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O Cuiabá enfrentou um dominante Internacional no primeiro tempo, porém, aproveitou as oportunidades para virar o jogo e sair vitorioso por 2 a 1 hoje (29), na 17ª rodada do Brasileirão.

Bustos abriu o placar para o Internacional, enquanto Raniele e Deyverson marcaram para o Cuiabá. O gol colorado aconteceu aos 15 minutos, e o Dourado igualou o placar aos 43 minutos do primeiro tempo. A virada veio aos 42 minutos do segundo tempo.

O resultado foi excelente para o Cuiabá, que subiu para a 8ª posição, com 25 pontos, enquanto o Internacional caiu para a 12ª posição, com 23 pontos.

O destaque do jogo foi a estreia de Derik Lacerda, que foi anunciado esta semana por empréstimo do espanhol Ponferradina, da terceira divisão.

O Internacional volta a campo no dia 1º de agosto para enfrentar o River Plate, pela Libertadores. Já o Cuiabá enfrentará o Flamengo no dia 6, pelo Brasileirão.

Sobre o jogo

o Internacional dominou completamente, ditando o ritmo da partida com trocas de passes tranquilas na defesa e mantendo um jogador mais recuado na maior parte do tempo.

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O time colorado manteve a posse de bola, chegando a ter 80% dela até os 30 minutos do primeiro tempo.

O Cuiabá se fechou na defesa diante dos constantes ataques do Internacional, adotando uma estratégia reativa. Porém, mesmo sufocado, aproveitou uma oportunidade em uma falta para igualar o placar.

Na segunda etapa, o Cuiabá melhorou, mas não o suficiente para competir de igual para igual com o Internacional, mesmo mostrando maior movimentação em campo, algo que não conseguiu no primeiro tempo.

Um contra-ataque iniciado por Deyverson aos 42 minutos, em uma tabela com Denilson, resultou em um chute de primeira, com a perna esquerda, e virou o jogo no Beira-Rio.

FICHA TÉCNICA
Internacional 1 x 2 Cuiabá

Competição: 17ª rodada da Série A do Brasileirão
Local: Beira-rio, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Data e horário: 29 de julho de 2023, às 16h
Árbitro: Matheus Delgado Candançan (SP)
Auxiliares: Danilo Ricardo Manis (SP/Fifa) e Daniel Paulo Ziolli (SP)
VAR: Rodrigo Guarizo do Amaral (SP/Fifa)
Quarto árbitro: Roger Goulart (RS)
Cartões amarelos: Mercado 2x, Bustos, Vitão (INT); Raniele, Walter (CUI)
Cartões vermelhos: Mercado (INT)
Gol: Bustos (INT), aos 15′ do 1º T; Raniele (CUI), aos 43′ do 1ºT e Deyverson (CUI), aos 42` do 2ºT

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Internacional: Rochet, Fabricio Bustos, Gabriel Mercado, Vitão, Renê, Jhonny, Carlos de Pena (Maurício), Charles Aranguiz, Alan Patrick, Wanderson (Pedro Henrique) e Enner Valência (Luiz Adriano). Técnico: Eduardo Coudet.

Cuiabá: Walter, Matheus Alexandre, Alan Empereur, Marllon, Rikelme, Fernando Sobral, Raniele, Pablo Cappelini (Denilson), Clayson, Wellington Silva (Felipe Augusto) e Deyverson. Técnico Antônio Oliveira.

Fonte: Esportes

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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