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Trabalho desenvolvido pelo MPMT é apresentado em audiência pública 

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O engenheiro florestal do Centro de Apoio Operacional do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), José Guilherme Roquette, participou na quinta-feira (27) da audiência pública sobre os parâmetros de quantificação de dano ambiental promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília (DF). O objetivo da consulta foi levantar esclarecimentos técnicos e jurídicos, metodologias, indicadores e boas práticas que possam contribuir para a fixação e quantificação dos danos ambientais.

A convite do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), ao lado da promotora de Justiça integrante da Comissão de Meio Ambiente do CNMP, Tarcila Santos Britto Gomes, o engenheiro florestal fez uma exposição sobre o manual “Diretrizes para valoração de danos ambientais”, lançado em 2021, e os parâmetros para a quantificação do dano tratados na publicação. Segundo o analista do MPMT, a elaboração do manual contou com a participação de membros e servidores de ministérios públicos de 26 estados, de outras instituições e da comunidade acadêmica. 

Além disso, José Guilherme Roquette apresentou o trabalho desenvolvido pelo MPMT com a utilização de dados de sensoriamento remoto e imagens obtidas por satélite para responsabilizar os autores de desmatamentos ilegais no estado. E falou também sobre o método de valoração de dano aplicado para os casos de incêndios e exploração madeireira ilegal, desmatamento a corte raso e impedimento da regeneração natural. 

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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