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Internacional e Palmeiras ficam só no 0 a 0 pelo Brasileiro

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Válido pela 15ª rodada do Brasileirão, oembate do Inter com o Palmeiras, disputado nesta noite de domingo (16/07), foi encerrado em 0 a 0 no Beira-Rio. Mais de 41 mil pessoas apoiaram o Clube do Povo na partida, que leva o time de Mano Menezes aos 22 pontos na tabela nacional. No próximo domingo (23/07), às 16h, o Colorado volta a campo diante do Bragantino, às 16h,

O Colorado foi quem levou maior perigo ao longo da etapa inicial. Escalado com Enner Valencia, que estreou no Beira-Rio, no comando do ataque, o Inter também contou com um quinteto de qualidade no meio de campo. Na primeira função, atuou Rômulo. Ao lado dele, Aránguiz. À frente, Pena ocupou a direita, Alan Patrick esteve centralizado e Wanderson atacou o corredor esquerdo.

Apoiado por mais de 40 mil pessoas, essa formação precisou de 50 segundos para assustar. Da entrada da área, Alanpa recebeu de Renê, finalizou rasteiro, mandou pela linha de fundo e deixou claro: o Inter queria pressionar no começo de partida. Para isso, Aránguiz desempenhou papel importante. O chileno teve excelente leitura de jogo para coordenar o avanço das linhas coloradas. Encaixotados, os visitantes abusavam dos erros na construção de jogadas.

Aos três, Valencia aproveitou corte ruim de Piquerez e tentou o giro para cima da marcação, mas foi antecipado por Weverton. Pouco depois, quem impediu o gol de Enner foi Gustavo Gómez, em precisa interceptação na pequena área. Já a partir dos 15 minutos, o Palmeiras encaixou em campo e passou a forçar equívocos do Inter.

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O bom momento valeu duas oportunidades aos palestrinos. Da entrada da área, aos 19, Menino arriscou rasteiro. Atento, John espalmou no canto. Livre, Veiga desperdiçou o rebote. Parcialmente igualadas as ações, o jogo também ganhou em tensão – alimentada por decisões controversas da arbitragem.

O Clube do Povo voltou à carga depois dos 30, inaugurando seu momento de maior agressividade no confronto. Primeiro, Valencia recebeu assistência de Alan Patrick e soltou a bomba, pela direita da grande área, mas parou em milagre de Weverton. Vitão também sofreu com o goleiro, que espalmou cabeceio à queima-roupa do defensor colorado.

Carlos de Pena, aos 33, foi mais um que teve oportunidade. O uruguaio aproveitou pivô de Enner Valencia para girar dentro da área e finalizar de canhota. Sem direção, a bola saiu ao lado da meta visitante. Inteligente, o Palmeiras usou da posse de bola para responder à pressão vermelha, e a estratégia paulista, eficiente, esfriou as ações antes do intervalo.

Rival melhora

Mercado e Aránguiz não puderam retornar para a etapa final. O zagueiro sentiu um desconforto na coxa esquerda, enquanto o chileno acusou desconforto no quadril. Sem a dupla, Mano escalou Nico Hernández e Campanharo. O grande nome do segundo tempo colorado, porém, estava no gol.

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John operou pelo menos três intervenções providenciais ao longo da etapa final, que conviveu com melhora palestrina. Do banco de reservas, Abel Ferreira mandou Richard Ríos, Breno Lopes e Endrick a campo. Dentro de campo, o português redesenhou sua equipe, abrindo os laterais e obrigando o Inter a assumir maiores preocupações defensivas.

Em busca dos três pontos, Mano ainda recorreu a Luiz Adriano e Lucca. Com os centroavantes, o Colorado somou mais vitórias na segunda bola, mas insuficientes para incomodar Weverton. Na reta final do confronto, o volante Gabriel retornou aos gramados após mais de nove meses lesionado, e foi prontamente saudado pela torcida, que assim se despediu da 15.

Ficha técnica:

Internacional (0): John; Fabricio Bustos, Gabriel Mercado (Nico Hernández), Vitão e Renê; Rômulo (Luiz Adriano), Carlos de Pena, Charles Aránguiz (Gustavo Campanharo), Alan Patrick e Wanderson (Lucca); Enner Valencia (Gabriel). Técnico: Mano Menezes.

Palmeiras (0): Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Zé Rafael, Gabriel Menino (Richard Ríos), Jhon Jhon, Raphael Veiga (Breno Lopes) e Artur; López (Endrick). Técnico: Abel Ferreira.

Cartões amarelos: Vitão (I). Gabriel Menino e López (P).

Arbitragem: Rodrigo José Pereira de Lima, auxiliado por Bruno Raphael Pires (FIFA) e Alessandro Rocha de Matos. Quarto Árbitro: Jonathan Benkenstein Pinheiro. VAR: Rodrigo Nunes de Sá (VAR-FIFA).

Estádio: Beira-Rio.

Público: 41.823. Pagantes: 37.032. Não pagantes: 4.791.

Renda: R$ 1.270.129,00.

Fonte: Esportes

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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