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Governador autoriza realização de concurso da Unemat

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, autorizou a realização de concurso público para cadastro de reserva para Profissionais Técnicos da Educação Superior na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).

Serão ofertadas 140 vagas, sendo 130 para nível médio e 10 para nível superior. O processo agora segue para aprovação do Conselho de Desenvolvimento Econômico (Condes).

De acordo com o governador Mauro Mendes, o Estado tem investido fortemente na educação, e isso inclui também o ensino superior. “Investir na Educação tem sido um dos pilares da nossa gestão. E isso também passa pela educação no ensino superior. Esse concurso vai proporcionar mais profissionais qualificados para que possamos avançar nos importantes serviços prestados pela Unemat”, destacou.

As vagas serão distribuídas nos 13 campi da instituição e na sede administrativa em Cáceres (220 km de Cuiabá), conforme demanda dessas unidades.

A realização deste certame faz-se necessária para suprir demanda de contratos temporários que se encerram no fim deste ano e o processo ainda tem algumas etapas a serem consolidadas antes da publicação do edital. O último concurso realizado pela Unemat aconteceu em 2011.

De acordo com o Secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, investir em concurso público e formação continuada é uma das marcas desta gestão. “Esses novos profissionais vão reforçar o quadro da instituição em diversas cidades do interior, reforçando nosso compromisso com a educação superior neste Estado”.

A reitora na Unemat, Vera Maquêa, disse que a realização de concurso é condição fundamental para que as atividades administrativas da universidade sejam desenvolvidas com qualidade e excelência.

“Somos gratos ao governador pela compreensão ao ter autorizado que o processo seguisse seu trâmite, para que, enfim, possamos realizar o tão esperado e necessário concurso. Estamos empenhados em avançar com o trâmite processual e finalização do edital de abertura. Feito isso, daremos ampla publicidade à toda sociedade e à comunidade acadêmica”, finalizou.

Fonte: Governo MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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