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Presidente do Judiciário recepciona estudantes de Direito da UFMT e participa de aula magna

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A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, recepcionou na manhã desta segunda-feira (03) os acadêmicos do curso de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A presidente também participou da aula magna, promovida no auditório Gervásio Leite, e inaugurou a Semana de Acolhimento dos Calouros.
 
A desembargadora compartilhou suas experiências com os estudantes e citou em seu pronunciamento que, enquanto discente, teve poucas oportunidades de transitar no Judiciário e havia muita dificuldade em ter aprendizado prático além dos muros da universidade. Ela aprovou a iniciativa da UFMT e do Centro Acadêmico da Faculdade de Direito em promover este contato tão cedo com o Poder Judiciário.
 
“É muito importante que estes estudantes já estejam aqui, na mais alta corte da Justiça Estadual, logo no início do curso. Esse esforço é para ilustrar como o Judiciário estadual funciona e proporcionar uma experiência incrível a todos eles. São nestes momentos que nós conseguimos desconstruir o imaginário coletivo de que a Justiça é algo inalcançável e reconstruir uma imagem mais próxima de toda a sociedade”, disse a presidente.
 
Durante a exposição da desembargadora Clarice, também foi abordada a transição da cultura do litígio para a tendência das soluções de conflitos de forma autocompositiva. “Nas últimas 7 décadas, foi muito presente o incentivo à litigância, a judicialização de conflitos era uma prática cultural em todos os segmentos. Agora, nós estamos trilhando o caminho inverso, estamos incentivando a conciliação e as soluções de conflitos de forma autocompositiva, através de mediação e outras ferramentas utilizadas na Justiça Restaurativa. Por isso, eu peço a vocês que busquem conhecer o Programa de Justiça Restaurativa na Educação e também adotem uma perspectiva mais humanizada enquanto profissionais. O litígio nem sempre é a melhor solução”, contou a desembargadora.
 
O pró-reitor de Gestão de Pessoas da UFMT, André Baptista Leite, esteve na cerimônia como representante da Reitoria da universidade e aprovou a união das instituições em prol da educação.
 
“Quando o Tribunal abre suas portas e acolhe os estudantes, uma oportunidade de amadurecimento profissional e acadêmico é fomentada. Parabenizo a desembargadora Clarice Claudino da Silva por estar disponível a esses jovens de hoje, cheios de expectativas e sonhos. Através dessa parceria, nós reforçamos o nosso papel social e democrático para que todos conheçam a Justiça e o funcionamento do Tribunal”, afirmou o pró-reitor.
 
O professor e diretor adjunto da Faculdade de Direito, Welder Queiroz dos Santos, está há 10 anos na Universidade e reforçou que esta oportunidade é singular para os estudantes. “Esta é uma excelente oportunidade para que os estudantes conheçam, se aproximem do Tribunal e saibam quais as funções do Judiciário. A corte estadual é um local de solução de conflitos através do litígio, mas, principalmente, através da conciliação”, disse o diretor adjunto.
 
Parceria duradoura – A iniciativa de trazer os calouros de Direito para o Tribunal de Justiça foi do estudante Yuri Machado, presidente do Centro Acadêmico de Direito da UFMT. Ele cursa o último período da faculdade e há 4 anos, durante uma visita guiada ao TJ através do projeto Nosso Judiciário, decidiu propor que no início de todo ano letivo, os estudantes pudessem ter essa vivência nas instituições que compõem o Sistema de Justiça.
 
“Foi a partir dessa visita que eu tive vontade de proporcionar essa experiência a todos os colegas que ingressam no curso. Essa parceria tem dado muito certo porque os estudantes estão com muita vontade de aprender, de estudar e conhecer todas as carreiras do sistema jurídico”, pontuou Yuri.
 
Na Semana do Calouro, os estudantes visitam além do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o Ministério Público Estadual, Ordem dos Advogados Brasil e Tribunal Regional do Trabalho.
 
Vitória tem 18 anos, é cadeirante, mora na região rural de Nossa Senhora do Livramento e, todos os dias, levanta às 4h da manhã para estudar em Cuiabá. Para ela, estar no Tribunal de Justiça como uma estudante é a realização de um sonho, já que, por muito tempo, ela pensou que não teria a oportunidade de cursar uma faculdade.
 
“Eu estudava em uma escola rural no município de Nossa Senhora do Livramento. Desde os 5 anos eu me encantei com a carreira jurídica e me via fazendo Justiça. Estar aqui hoje é inspirador para que todos nós possamos entender a rotina jurídica. Se eu estou aqui é porque eu não desisti dos meus sonhos e eu quero continuar sendo referência na minha comunidade”, disse Vitória.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Foto 01 – Desembargadora Clarice Claudino discursa para plateia de estudantes, ela veste blazer vermelho e está no púlpito e falando com todos os presentes. Foto 02 – Professor da UFMT fala aos público. Ele está em pé e fala ao microfone.
 
Laura Meireles/ Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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