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Explicando Direito: juíza fala sobre uso do metaverso na experiência interativa com acadêmicos

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Na edição desta segunda-feira (3 de julho) do programa Explicando Direito, promovido pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), a juíza Graziele Cabral Braga de Lima, titular da Vara do Trabalho na Comarca de Colíder, fala sobre o uso do metaverso na experiência interativa com acadêmicos de Direito.
 
A Vara do Trabalho de Colíder tem buscado inovar em sua abordagem educacional, especialmente no que diz respeito à formação acadêmica, com o objetivo de fornecer aos futuros profissionais da área jurídica uma primeira experiência participativa com o Fórum.
 
Na entrevista, a juíza Graziele Lima explicou que o metaverso é uma tecnologia da internet 3.0 que possibilita vivenciar uma imersão através do ambiente virtual tridimensional. Com isso, os acadêmicos de Direito podem desenvolver seus próprios avatares – representações digitais de si mesmos – para adentrar no mundo virtual que simula o universo jurídico, com destaque para a Vara do Trabalho.
 
A magistrada destacou que os estudantes têm a oportunidade de mergulhar de forma inovadora e interativa na prática jurídica. “Eles podem não apenas conhecer, mas também participar de sessões de julgamento, desempenhando papéis diferentes, como promotores, juízes, partes ou advogados. Essa experiência permite que eles conheçam os desafios e responsabilidades próprias a cada função e compreendam melhor o funcionamento do sistema judiciário.”
 
Essa iniciativa em Colíder apresenta diversas vantagens para os estudantes de Direito, que têm a oportunidade de conhecer habilidades práticas essenciais, como argumentação, resolução de problemas e tomada de decisões, em um ambiente seguro e controlado.
 
Além disso, o uso do metaverso na formação acadêmica proporciona uma abordagem mais inclusiva e acessível. “Ao eliminar as barreiras geográficas e temporais, os estudantes podem participar das atividades no seu próprio ritmo, sem restrições impostas por horários e distâncias físicas.”
 
No entanto, a juíza ressalta que o uso do metaverso não substitui a experiência presencial no campo jurídico. “A interação real e a vivência em tribunais reais são fundamentais para a formação completa dos estudantes. O metaverso, nesse sentido, é um complemento valioso, uma ferramenta pedagógica inovadora que aprimorou a formação acadêmica e oferece uma base sólida para a atuação futura desses acadêmicos de direito”, destaca.
 
 
 
Por este link você ouve a entrevista pelo Spotify.
 
O programa “Explicando Direito” é uma iniciativa da Esmagis-MT em parceria com as rádios TJ e Assembleia 89,5 FM. O objetivo é levar informações sobre Direito de forma simples e descomplicada, todas as segundas-feiras, às 8h15, e nos intervalos da programação diária.
 
O material também é disponibilizado nos sites da Esmagis-MT, da Rádio TJ e da Rádio ALMT
  
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição: Fotografia retangular e colorida. Na lateral esquerda o texto ‘Ouça agora no Spotify!’. No canto superior direito a palavra Podcast. No centro, o nome do programa Explicando Direito, com a foto da convidada, o tema do programa – Metaverso nas atividades judiciais – e o nome da convidada – juíza do Trabalho Graziele Cabral Braga de Lima. Na parte inferior os endereços eletrônicos da Rádio Assembleia, Rádio TJ e Escola da Magistratura. Assina a peça o logo do Poder Judiciário de Mato Grosso e da Esmagis-MT.
 
Da Rádio TJ, Elaine Coimbra.
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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