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Novos juízes leigos e conciliadores recebem treinamento sobre a ferramenta Microsoft Teams

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A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, juntamente com a Coordenadoria de Tecnologia da Informação – CTI realizou, nesta quinta-feira (22), um treinamento voltado para juízes leigos e conciliares sobre a utilização da ferramenta Microsoft Teams. A capacitação foi realizada de forma virtual e contou com mais de 100 participantes de diferentes Comarcas do Estado.
 
A capacitação foi dividida em duas turmas, uma matutina e outra vespertina, pensando em atender o maior número de credenciados possível, como explicou a diretora do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), Karine Márcia Lozich Dias. “Temos essas novas turmas, são 37 novos juízes leigos, e para que os trabalhos sigam a contento as capacitações, e treinamentos são imprescindíveis. Essa familiarização das ferramentas que utilizamos traz agilidade, economicidade e sana possíveis dúvidas que possam existir”, completou.
 
Os profissionais que passaram por treinamento atuarão junto aos Juizados Especiais Cíveis do Estado auxiliando no andamento das demandas diárias e cumprimento das metas do Conselho Nacional da Justiça (CNJ). Eles receberam orientações sobre a gravação correta das audiências, como anexar mídias no Processo Judicial eletrônico (PJe) e gerenciamento do armazenamento das audiência gravadas.
 
O juiz auxiliar da CGJ-MT, Emerson Cajango, que tem entre suas atribuições o acompanhamento das ações dos juizados especiais reiterou a importância desse trabalho. “Em razão do volume de processos que temos no Daje, ações como essas contribuem diretamente no andamento dos trabalhos. Por dois anos seguidos somos um tribunal com Selo Ouro do CNJ e estamos capacitando, trabalhando, e executando o nosso planejamento estratégico para galgarmos patamares ainda mais altos com a melhora dos nossos índices”, destacou.
 
Para o corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador Juvenal Pereira da Silva, é por meio do conhecimento compartilhado de forma igualitária que o Judiciário poderá atender a sociedade cada vez com mais eficiência na resolução de conflitos. “Os senhores estão contribuindo muito para prestarmos um melhor atendimento aos jurisdicionados e de toda da sociedade. Parabéns a equipe da Tecnologia da Informação, do Daje, e a todos aqueles que se interessaram por esse momento de conhecimento”, disse.

Gabriele Schimanoski
Assessoria de Comunicação da CGJ-MT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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CPI da Saúde quer perícia técnica sobre invasão cibernética que atingiu a SES

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Três meses após a ocorrência de um ataque cibernético que comprometeu sistemas e provocou a perda de dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o caso passou a ser alvo de questionamentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Tanto que o presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), nesta quarta-feira (3), apresentou requerimento ao governo do estado e à Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI), responsável pela gestão tecnológica da administração estadual, para prestar esclarecimentos.

O parlamentar quer acesso a informações detalhadas sobre a invasão hacker anunciada pelo governo, as medidas adotadas para contenção dos danos, os sistemas atingidos e os procedimentos de proteção e recuperação dos dados comprometidos. Segundo ele, a gravidade do episódio exige total transparência por parte dos órgãos envolvidos. “Essa CPI é importantíssima para revelar omodus operandidos crimes que aconteceram, especialmente durante a pandemia, dentro da Secretaria Estadual de Saúde. Essa pasta movimentou, nos últimos sete anos, quase R$ 30 bilhões. Os trabalhos da CPI avançam cada vez mais”, afirmou.

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O deputado também relacionou o episódio ao momento em que a comissão intensifica as investigações sobre a gestão da saúde pública estadual. Para ele, o fato da invasão ter ocorrido após a instalação da CPI levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos.

 “Nós estamos colocando o dedo em uma secretaria que foi malconduzida nos últimos sete anos, onde houve malversação de recursos públicos em quantidades gigantescas. Os trabalhos da CPI avançam e coisas impressionantes começam a acontecer. Queremos saber sobre a destruição destes materiais por hackers. Vamos pedir uma perícia técnica federal neste assunto. Destruíram acervo e arquivos importantíssimos, coincidentemente logo após a Assembleia Legislativa ter instalado sua comissão”, declarou.

A perícia técnica, segundo o parlamentar, seria feita para apurar as circunstâncias da invasão e avaliar a extensão dos prejuízos causados ao patrimônio documental e aos bancos de dados da Secretaria de Saúde. “Esse é um fato gravíssimo, pois depois de três meses somente agora veio a informação sobre essa invasão. Nós não vamos parar, não vamos nos intimidar com os obstáculos e com as pedras neste caminho. Não tem sido fácil e nós sabíamos que não seria. Não é fácil esse trabalho, mas nós vamos prosseguir”, completou.

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O deputado também voltou a criticar a condução administrativa da SES nos últimos anos. Segundo ele, apesar da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual, em maio de 2019, com o objetivo de reduzir pagamentos por indenização, a prática continuou sendo utilizada de forma recorrente. “Foi assinado um TAC para colocar um ponto final nos pagamentos por indenização. Mas aconteceu justamente o contrário. Até hoje a Secretaria de Saúde prioriza os pagamentos por indenização, evita realizar licitações e evita utilizar o instituto da dispensa de licitação”, comentou.

Operação Espelho –Dando continuidade aos trabalhos investigativos, a CPI da Saúde receberá, na tarde desta quarta-feira (3), às 14 horas, os delegados da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), José Ricardo Garcia Bruno e Henrique Trevisan. Eles foram responsáveis pela condução da Operação Espelho deflagrada em 2021 para apurar supostas irregularidades envolvendo contratos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde.

 



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