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O Poder Judiciário de Mato Grosso e o município de Várzea Grande se preparam para formalizar a implantação da Justiça Restaurativa nas escolas da rede pública municipal. A implantação faz parte do projeto de pacificação social liderado pelo Poder Judiciário, com o intuito de combater os casos de violência no ambiente escolar, com a realização dos ‘Círculos de Construção de Paz’.
 
A metodologia que envolve a resolução de conflitos por meio do diálogo e do tratamento humanizado de situações e temas sensíveis foi apresentada pela assessora especial da presidência do Tribunal de Justiça, Katiane Boschetti da Silveira durante a palestra “Princípios e valores da Justiça Restaurativa no cotidiano profissional”, realizada no Fórum de Várzea Grande.
 
A palestra teve a participação dos servidores do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), de gestores administrativos e judiciários, assistentes sociais, psicólogos, agentes comunitários, agentes da infância e servidores da rede pública de educação e assistência social de Várzea Grande, que puderam refletir sobre a prática da escuta ativa e o poder conciliador do diálogo, aplicados de forma estruturada por facilitadores de círculos de paz.
 
Nesse formato é possível alcançar toda a família, desde o aluno matriculado em sala de aula até o atendimento prestado aos familiares, seja no posto de saúde, hospital ou em serviços de assistência social.
 
“Nossa comarca se prepara para iniciar um grande movimento de pacificação social com a implementação da Justiça Restaurativa, não apenas nas nossas escolas, mas também no ambiente da comarca, ressignificando valores, fortalecendo relacionamentos, e principalmente, atuando onde apenas o amor, a serenidade e empatia podem atuar. E a vinda da Katiane, com toda sua expertise, contribui imensamente para o plantio dessa primeira semente de paz social. Esse foi apenas o primeiro passo de uma longa caminhada, onde a adesão do município de Várzea Grande será fundamental para os avanços que pretendemos alcançar”, defendeu o juiz da Terceira Vara Cível e diretor do Fórum de Várzea Grande, Luís Otávio Pereira Marques.
 
Para a secretária de Promoção e Assistência Social de Várzea Grande, Ana Cristina Vieira, a consolidação da Justiça Restaurativa, especialmente no ambiente escolar, vai contribuir para a formação de uma infância muito mais saudável e afetiva no município.
 
“A cultura de paz é essencial no trabalho com crianças, adolescentes, mulheres e famílias, e quando nós recebemos no gabinete do prefeito Kalil Baract a visita do juiz Luís Otávio e da Katiane, ele imediatamente anunciou a adesão do município ao projeto. Áreas estratégicas como a saúde, a educação e a assistência social serão espaços de experiência para a propagação da cultura de paz. Nós estamos felizes e bastante esperançosos, aguardando a implantação da Justiça Restaurativa em todas as nossas unidades. E quando falamos e pensamos em Justiça Restaurativa, estamos falando justamente dessa construção de memórias positivas que podem transformar a realidade das pessoas, especialmente quando pensamos nas crianças e adolescentes diretamente envolvidos nesse processo de reconstrução social”, comemorou Ana Cristina.
 
Para a assessora especial, Katiane Boschetti, a palestra com a participação de servidores do Poder Judiciário e Executivo Municipal marcou o ponta pé para a implantação da Justiça Restaurativa no município, que é a segunda maior comarca de Mato Grosso.
 
“Tivemos uma semana intensa de relação com os principais entes administrativos da comarca, nos sentamos com o CEJUSC para definir o cronograma de implantação da Justiça Restaurativa, nos reunimos com a prefeitura e todo secretariado, dos quais recebemos carta branca para construção de uma grande politica de pacificação social, e hoje reunidos com os servidores, temos a oportunidade de viver tudo aquilo que a gente vem falando sobre a Justiça Restaurativa, a construção de vínculos a partir do diálogo. O próximo passo agora será sensibilizar os servidores do município, para eles conheçam a metodologia e venham fazer parte desse movimento, como peças essenciais desse processo afetuoso de construção de paz. Porque quando as pessoas se sentem pertencentes, elas acolhem os projetos de forma mais sensível e certamente estarão integradas como parte ativa dos nossos próximos passos, podendo atuar como futuros multiplicadores desse grande movimento”.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: a assessora da presidencia do TJMT fala ao publico. Ela está em pé e segura o microfone. Ao fundo uma projeção na parede traz a seguinte informação: qual sua melhor lembrança pensando em alguém especial na sua vida? 
 
 
Naiara Martins/Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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