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Seleção Brasileira enfrenta o Senegal de Mané, nesta terça-feira
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As principais ligas europeias e as diversas competições internacionais que compõem o calendário do futebol mundial reúnem jogadores de vários países. Isso explica o equilíbrio cada vez mais presente nos jogos entre seleções.
O jogo Brasil x Senegal, nessa terça, em Lisboa, está inserido nesse contexto. Pelo menos na avaliação de Lucas Paquetá.
Indagado sobre o adversário do Brasil durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (19), no Estádio José Alvalade, local da partida, o meia-atacante disse prever uma partida complicada.
”É uma equipe forte, fez uma ótima Copa do Mundo. Possui jogadores muito bons que disputam grandes ligas. Tem o Mané, que é conhecido mundialmente. Precisamos entrar bem concentrados, não vai ser fácil. A gente sabe do protagonismo do Brasil, mas toda atenção é pouca num jogo como esse”, declarou.
Coletiva de imprensa com Paquetá e Ramon Menezes
Questionado sobre as diferenças de jogar pelo clube, no caso o West Ham, e a Seleção Brasileira, Lucas Paquetá disse que, na verdade, vê semelhanças nos compromissos para ambos.
“Na Seleção a cobrança é muito alta, é a seleção mais vezes campeã. Assim como no clube, onde estamos sempre tentando manter o alto nível.”
Ele também falou de sua expectativa para o ciclo até 2026, ano da próxima Copa do Mundo. “Teve muita coisa boa que foi feita antes e que precisa de sequência. Claro que temos de olhar para trás e ver os nossos erros para melhorar, comprando novas ideias, hoje, do Ramon Menezes, para sermos mais fortes como equipe dentro de campo a fim de ganhar títulos.”
Fonte: Esportes
ESPORTES
Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.
Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.
Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.
“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.
Lula questiona dependência de patrocínios
Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.
Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.
“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.
Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.
“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.
Modelo empresarial como alternativa
Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.
Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.
“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.
A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.
A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.
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