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Sema orienta que produtores rurais acompanhem todas as etapas do CAR

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Os produtores rurais devem acompanhar todos os passos do processo de Cadastro Ambiental Rural (CAR) para garantir o sucesso na validação do registro. A orientação foi feita pela secretária adjunta de Gestão Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Luciane Bertinatto, durante palestra feita para produtores rurais de Barra do Garças e região do Vale do Araguaia na manhã desta quinta-feira (15.06).

A gestora explicou todos os passos percorridos pelos cadastros no órgão ambiental e os principais gargalos para validação final dos registros. “Eu também sou produtora rural e oriento a todos os produtores e produtoras que acompanhem tudo que está acontecendo na gestão ambiental da propriedade, afinal, quem conhece bem o imóvel somos nós mesmos”, enfatizou Luciane.

Dentre os temas que mais geram divergências técnicas estão a definição da tipologia vegetal em áreas de transição entre os biomas cerrado e floresta e vetorização de hidrografia. Para solucionar as questões a orientação é que o responsável técnico elabore laudos documentados com imagens de campo georreferenciadas e com a anuência do proprietário da área.

Atualmente, mais de 24 mil cadastros já foram analisados e aguardam complementação de informações. Luciane explica que as pendências devem ser respondidas pelo responsável técnico e proprietário da área de forma conclusiva para que o CAR siga para validação sem passivo ou adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA).

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Desde a manhã desta quinta-feira (15) até amanhã (16), analistas do CAR estão em Barra do Garças para atender produtores rurais do Vale do Araguaia e dirimir dúvidas sobre os registros. Os atendimentos são individualizados e o produtor rural ainda pode se inscrever pelo link https://bit.ly/43DKGgO indicando o número do CAR do imóvel.

A produtora rural e uma das idealizadoras do 1º Mutirão Ambiental do Vale do Araguaia, Teia Fava, destacou a disposição da Sema em ir até o campo para conversar diretamente com os agricultores e pecuaristas. “Estamos tendo aqui uma oportunidade única. Não somos nós que vamos a Cuiabá, eles que vieram até nós”, comemorou Teia dando o depoimento de que quando passou a acompanhar e olhar os e-mails e notificações enviadas pela Sema pode, enfim, buscar as soluções para as pendências apontadas no processo do CAR.

Para o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, a iniciativa tira o Estado do mundo virtual e chega até o cidadão que usa o serviço de forma concreta. O sentimento é compartilhado pelo prefeito de Barra do Garças, Adilson de Macedo, que espera que o exemplo do mutirão, em que setor produtivo e agências de meio ambiente sentaram para dialogar, se espalhe para outras regiões do Estado.

O 1º Mutirão Ambiental do Vale do Araguaia é uma ação conjunta da Acrimat, Imac, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Sindicato Rural de Barra dos Garças e Estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI) do município.

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Além do atendimento individualizado oferecido pela Sema para o CAR, também oferecem serviços no 1º Mutirão Ambiental do Vale do Araguaia:

  • Ibama – Orientações para regularização ambiental e desembargo de áreas
  • Imac MT – Orientação para participar do Programa de Reinserção e Monitoramento (Prem) que viabiliza a reintegração de pecuaristas ao mercado formal pecuário
  • Empaer – Orientação sobre Políticas Públicas para os agricultores familiares, emissão de Cadastro da Agricultura Familiar e orientação sobre crédito rural
  • Instituto Ação Verde – Base cartográfica para elaboração de projeto técnico do CAR (Mapa do CAR)
  • PCI Barra do Garças – Inscrição no CAR e emissão de Autorização Provisória de Funcionamento (APF) para propriedades de até 4 módulos fiscais
  • TNC – Diagnóstico ambiental de propriedades rurais, orientações e consultoria para restauração de áreas de adoção de técnicas regenerativas de agricultura e pecuária
Serviço | 1º Mutirão Ambiental do Vale do Araguaia

Data: 15/06 8h às 17h | 16/06 8h às 17h
Local: Parque de Exposições Agropecuárias Eliziário José de Farias do Sindicato Rural de Barra do Garças
Inscrições: https://bit.ly/43DKGgO

Fonte: Governo MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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